Thursday, 27 February 2014

Nos arredores do Grande Lago IV - Moura 2

E saindo das ruas antigas, num empedrado irregular que me faz desejar ter "cascos", a tal Praça
principal, a Igreja de S. João Baptista (referenciado que diziam a missa para os presos daquele varandim), com um belo portal manuelino.
Moura, conquistada e perdida, reconquistada.
Moura era a mulher de nome Salúquia que, enganada pelos cristãos (das conquistas audazes de D. Afonso Henriques), se matou atirando-se da torre do Castelo (ali está ela para sempre no escudo da cidade!).











Wednesday, 12 February 2014

Nos arredores do Grande Lago III - Moura


Recupero a volta. Da despedida com adeuses e lágrimas, na fronteira com Espanha: até sempre. Por mim o digo e pelos outros não falo. De novo pelos tons quentes, de Alentejo profundo. Aqui em 2009, porque se ama este caminho uma vez percorrido.
E Moura tem o encanto do nome, o seu sol que nasce, passa com a majestade de um rei e cai no horizonte plano.
Há terras assim, Serpa e Moura são duas delas: onde se retorna sempre que por ali se passa.









Gente falada ao acaso das ruas e que nos ajuda. Onde nos aconselham o almoço, num lugar que ficou também de referência: "um trilho" a que mais tarde havemos de voltar.






Eis que a reparar em ruas e portas, vou ter à Praça.
E sinto o espaço.
Como pertença.



Monday, 10 February 2014

Nos arredores do Grande Lago II

De tantas aldeias ou vilas? de nomes de sorriso, Preguiça, Pisanito, Vale Vinagrinho, Ourives, tinha a vontade de saber de Amareleja e os seus calores excessivos, terra de tanto sol.


Que possui a maior central mundial de energia solar.

 
E uma oliveira "plantada" na torre da igreja matriz. E porcos pretos, queijos, ruas abertas ao calor, de tal forma que pouco pass(e)ei nelas.


E seguindo mapas, chegar à Estrela, uma das margens do Alqueva, onde finalmente e sem rusgas de gente e barcos, descansamos os olhos nas ilhas e na estranheza das águas inesperadas.








E havendo telhados de vidro, castelos de areia...
porque não "castelos de palha"?



Não se enganam os pássaros que preferem o verde ondulante do fim de tarde.

Sunday, 9 February 2014

Nos arredores do Grande Lago I

Saindo por detrás dos nomes conhecidos, por ali junto à fronteira, a encontrar o fulgor das oliveiras e a placidez da terra.




E chegar a Safara, terra bonita e arrumada. Nome de origem árabe - campina.









De como se vê e sente o amor das pessoas pela terra, a dignidade de viver no interior e conservar o que é "das gentes".





O posto dos correios ia fechar, o posto da GNR também.
Dos políticos em Lisboa, a indiferença.




De saída, um gesto amigo.
Não esquecerei.