Tuesday, 10 February 2026

Sintra - Colares - Banzão I

Já na véspera da partida e ainda ver... 

Praia Grande no anoitecer e nota do percurso a pé que um dia fizemos, trepando montes e caminhos vários


 

No Banzão, a ribeira de Colares e o terreno plácido e fértil dessa zona
De longe, o palácio de contos de fadas
Caminho sinuoso pela serra de Sintra mas sempre de visões que conheço bem.

Visitou-se a Casa das Histórias. A própria Paula Rego assistiu à sua inauguração em 2009. O projecto de linhas puras mas arrojadas foi executado pelo arq. Souto Moura. Não sendo grande apreciadora de todas as obras desta pintora, gostei muito das diferenças da sua arte, em pinturas, desenhos e gravuras






De certo modo, estão presentes ali as linhas das pirâmides do Egipto.

E chegada ao ninho de Lisboa.

 

 

Monday, 9 February 2026

Sintra - Colares - Banzão

Ainda não havia bs e ns+bs, eu procurava no jornal, nos anúncios do Notícias, anos 80. Tivemos algumas boas surpresas mas, geralmente, foram más. Penso, cada vez mais, que a maioria das pessoas são mentirosas e oportunistas. Uma vez, com uma senhora professora e um senhor doutor, chamaram-me "especiosa"... nunca mais esqueci este termo. Era a casa de banho que ficava inundada de cada vez que se carregava no autoclismo, o principal estore da sala ficava em baixo e não subia, o frigorífico estava cheio de ferrugem, por dentro. Disseram que as pessoas que lá tinham estado antes não se queixaram. Coisas pequenas!

Desta vez, foi falado pelo telefone. Uma zona de que gosto muito e queria explorar: na Estrada do Atlântico, no caminho para a Praia Grande. A "casinha" era ao fundo do quintal da casa principal (vazia...). Nunca cheguei a conhecer os donos, conhecia o sítio. 

Que sossego e verdes tínhamos, boa exposição solar,

apenas... dois dias após lá termos ficado, os esgotos estavam entupidos! Foi resolvido mas não gostei. 
O lugar onde se comia ao sol e pintava e, a seguir, alguns pormenores da casa principal


Fomos ver os rochedos e o mar na costa tão bonita

 

E no dia seguinte, partimos para o Parque e Palácio de Monserrate. Com uma história muito antiga, foi adquirido no séc. XIX pelo magnata inglês Francis Cook, um romântico rico, coleccionador de arte. Apreciador da modelação de espaços ao gosto da época (e das festas que ali se efectuavam), a construção é sublime, com influências românicas, árabes, indianas, uma mistura bem proporcionada e elegante. Lembrou-me Córdova e Granada. 

Por ali passaram "nobres e ricos": Lord Byron esteve ali e sobre o lugar privilegiado escreveu algo (que não encontro, é um poema enorme) no seu "Child Harold's Pilgrimage" 1809/1811. Descreveu-o como "a glorious Eden".


Uma das referência à entrada é este arco ornamental proveniente da Índia. Sei que um dos três túmulos etruscos que o Senhor Cook adquiriu, se encontra no Museu de Odrinhas.

Do que li e vi, foram ali plantadas flores e árvores de todo o mundo, tornando-se num Jardim Botânico muito diverso. Quanto aos interiores, era de andar de cabeça virada para todos os lados...






Penso que a maioria do espólio foi vendido (ou roubado...) em leilão, tendo o Palácio estado abandonado muitos anos. Recuperado, é agora uma das jóias de Sintra.

Lugar idílico com vistas para o mar




E, de tanto andar e ver, percorrer caminhos, árvores e prados... quero acabar românticamente com os nenúfares, flores e folhas delicadas em cima das águas serenas dos lagos.



Belezas nestes passeios!

 


Saturday, 7 February 2026

Arouca e arredores - 2012 - I

Quando me ponho a ver fotografias antigas, que até têm data e hora, reparo que "repito" tudo e as horas parecem elásticas! Pois era Arouca à noite e o dia "das pedras" no dia.

A noite e a madrugada, pareceu-me que a Lua estava no mesmo sítio...


 Pelas fotografias se vê o lugar pacífico e os jardins heterogéneos do hotel

A caminho do Geopark, um museu muito bem idealizado, no meio do nada, marcas e indicações preciosas sobre os geosítios das pedras parideiras e trilobites. Havíamos de percorrer os caminhos a pé o mais possível. 

Trata-se de um fenómeno único no mundo, património da Unesco: afloramento graníticos que encerram nódulos que se vão destacando da pedra-mãe. É muito belo de ver ao vivo.






Saindo do Museu, andou-se sabe-se lá onde...

Do outro lado de cascata da Frecha da Mizarela



Estas estavam mesmo "a nascer"


E depois pelos montes adiante
À noite, ficamos na praça central a ouvir música e um coral. É muito gratificante encontrar estas reuniões das pessoas da terra, longe dos centros urbanos e, provavelmente, desconhecidos das grandes cidades.

No dia seguinte se regressou a casa, ainda dando as voltas possíveis. 

Senhora da Mó, uma panorâmica maravilhosa pelas serranias

Reparo que há um lugar na serra onde dizem que se vê a costa e pelo brilho ao longe virado a poente, é o que parece aqui, zona de Furadouro/Aveiro.


 Volta-se com "asas" como os anjos.