Saturday, 7 February 2026

Arouca e arredores - 2012 - I

Quando me ponho a ver fotografias antigas, que até têm data e hora, reparo que "repito" tudo e as horas parecem elásticas! Pois era Arouca à noite e o dia "das pedras" no dia.

A noite e a madrugada, pareceu-me que a Lua estava no mesmo sítio...


 Pelas fotografias se vê o lugar pacífico e os jardins heterogéneos do hotel

A caminho do Geopark, um museu muito bem idealizado, no meio do nada, marcas e indicações preciosas sobre os geosítios das pedras parideiras e trilobites. Havíamos de percorrer os caminhos a pé o mais possível. 

Trata-se de um fenómeno único no mundo, património da Unesco: afloramento graníticos que encerram nódulos que se vão destacando da pedra-mãe. É muito belo de ver ao vivo.






Saindo do Museu, andou-se sabe-se lá onde...

Do outro lado de cascata da Frecha da Mizarela



Estas estavam mesmo "a nascer"


E depois pelos montes adiante
À noite, ficamos na praça central a ouvir música e um coral. É muito gratificante encontrar estas reuniões das pessoas da terra, longe dos centros urbanos e, provavelmente, desconhecidos das grandes cidades.

No dia seguinte se regressou a casa, ainda dando as voltas possíveis. 

Senhora da Mó, uma panorâmica maravilhosa pelas serranias

Reparo que há um lugar na serra onde dizem que se vê a costa e pelo brilho ao longe virado a poente, é o que parece aqui, zona de Furadouro/Aveiro.


 Volta-se com "asas" como os anjos.

 

Wednesday, 4 February 2026

Arouca e arredores - 2012

Um resolução que me custou, ir a Arouca. Nessa altura a estrada era complicada, apenas 35 km??? mas com muitas curvas. Por isso, resolveu-se ficar num hotel para sossegar os enjôos. Lembrei-me agora que o hotel tinha 3*** e era super confortável, perto do centro histórico e com uma varanda virada para o vale e a serra da Freita.

Andou-se a pé pelas ruas. Esta era uma vivenda/casa numa rua principal, que tinha no jardim várias esculturas que muito admirei. Não é museu??? não vi inscrição nenhuma mas, sobretudo, fiquei encantada pelas estátuas que me lembram (algum) escultor cujo traço lembro vagamente.  

 

Aqui o Mosteiro da Rainha Santa Mafalda, filha de D. Sancho I, séc.XII/XIII, onde se teria recolhido até ao fim da vida. Foi convento feminino da ordem de Cister, juntando um valioso espólio graças a doações e heranças através dos tempos. Tem um Museu de Arte Sacra precioso. Em procura descuidada, encontrei uma vez mais o que a sorte dita a estas belas casas, conventos e mosteiros: uma parte está está "transformada" num hotel de muitas estrelas

Os interiores monumentais

A dita Santa Mafalda e o seu túmulo à vista

Depois há as casas, das humildes às brasonadas. Esta abaixo a quinta dos Malafaias
Bem, mas o que nos levou lá foi mesmo observar os "restos do tempo" que ali são testemunho de vidas passadas

 

Apenas que do presente se trata aqui, a boa vitela barrosã assada como em casa



Rumo à serra... 

Uma paisagem muito bela 


E nos planaltos, o gado tranquilo, os muros artesanais


Sim, é por parecerem boroas
Às tantas passamos pelo meio de uma aldeia, sem saber, o automóvel escorregava entre muros, muito perto das casas,

até dos estábulos
E chegamos ao miradouro da Frecha da Misarela, o tropeço do rio Caima em 75 metros de desnível,

entre rochas



Nestas andanças se chega ao fim do dia