Friday, 13 February 2026

PPP na Ericeira - 2012

Uma das celebrações que temos feito, um almoço de quase "família", dos participantes no PPP, em amena cavaqueira entre todos. Muitas semanas em tantos anos, nos vamos vendo e pensando uns nos outros. Pelos meus arquivos, começamos em 2008 e éramos muitos. Dessa primeira vez, fomos de camioneta desde Lisboa até à Ericeira.

Deixo a lembrança em Agosto 2012 e daquela terra tão graciosa. 

Por ali se andou, em grupo e conversas, nas esplanadas com visões de mar

 Ainda não perdi a esperança de passar uns dias naquele belo hotel todo virado a sul...


Pelas ruas de casas apodrecidas embora a maior parte esteja recuperada e bem,
e vielas brancas

até que o pôr do sol nos chama pela chama


É enfim um lugar amável onde não me importava de viver! 

 

Tuesday, 10 February 2026

Sintra - Colares - Banzão I

Já na véspera da partida e ainda ver... 

Praia Grande no anoitecer e nota do percurso a pé que um dia fizemos, trepando montes e caminhos vários


 

No Banzão, a ribeira de Colares e o terreno plácido e fértil dessa zona
De longe, o palácio de contos de fadas
Caminho sinuoso pela serra de Sintra mas sempre de visões que conheço bem.

Visitou-se a Casa das Histórias. A própria Paula Rego assistiu à sua inauguração em 2009. O projecto de linhas puras mas arrojadas foi executado pelo arq. Souto Moura. Não sendo grande apreciadora de todas as obras desta pintora, gostei muito das diferenças da sua arte, em pinturas, desenhos e gravuras






De certo modo, estão presentes ali as linhas das pirâmides do Egipto.

E chegada ao ninho de Lisboa.

 

 

Monday, 9 February 2026

Sintra - Colares - Banzão

Ainda não havia bs e ns+bs, eu procurava no jornal, nos anúncios do Notícias, anos 80. Tivemos algumas boas surpresas mas, geralmente, foram más. Penso, cada vez mais, que a maioria das pessoas são mentirosas e oportunistas. Uma vez, com uma senhora professora e um senhor doutor, chamaram-me "especiosa"... nunca mais esqueci este termo. Era a casa de banho que ficava inundada de cada vez que se carregava no autoclismo, o principal estore da sala ficava em baixo e não subia, o frigorífico estava cheio de ferrugem, por dentro. Disseram que as pessoas que lá tinham estado antes não se queixaram. Coisas pequenas!

Desta vez, foi falado pelo telefone. Uma zona de que gosto muito e queria explorar: na Estrada do Atlântico, no caminho para a Praia Grande. A "casinha" era ao fundo do quintal da casa principal (vazia...). Nunca cheguei a conhecer os donos, conhecia o sítio. 

Que sossego e verdes tínhamos, boa exposição solar,

apenas... dois dias após lá termos ficado, os esgotos estavam entupidos! Foi resolvido mas não gostei. 
O lugar onde se comia ao sol e pintava e, a seguir, alguns pormenores da casa principal


Fomos ver os rochedos e o mar na costa tão bonita

 

E no dia seguinte, partimos para o Parque e Palácio de Monserrate. Com uma história muito antiga, foi adquirido no séc. XIX pelo magnata inglês Francis Cook, um romântico rico, coleccionador de arte. Apreciador da modelação de espaços ao gosto da época (e das festas que ali se efectuavam), a construção é sublime, com influências românicas, árabes, indianas, uma mistura bem proporcionada e elegante. Lembrou-me Córdova e Granada. 

Por ali passaram "nobres e ricos": Lord Byron esteve ali e sobre o lugar privilegiado escreveu algo (que não encontro, é um poema enorme) no seu "Child Harold's Pilgrimage" 1809/1811. Descreveu-o como "a glorious Eden".


Uma das referência à entrada é este arco ornamental proveniente da Índia. Sei que um dos três túmulos etruscos que o Senhor Cook adquiriu, se encontra no Museu de Odrinhas.

Do que li e vi, foram ali plantadas flores e árvores de todo o mundo, tornando-se num Jardim Botânico muito diverso. Quanto aos interiores, era de andar de cabeça virada para todos os lados...






Penso que a maioria do espólio foi vendido (ou roubado...) em leilão, tendo o Palácio estado abandonado muitos anos. Recuperado, é agora uma das jóias de Sintra.

Lugar idílico com vistas para o mar




E, de tanto andar e ver, percorrer caminhos, árvores e prados... quero acabar românticamente com os nenúfares, flores e folhas delicadas em cima das águas serenas dos lagos.



Belezas nestes passeios!