Sunday, 11 July 2010

Quinta dos Loridos I











Parte do caminho em pequeno combóio turístico.
Em que o acaso nos juntou com gente barulhenta e vagamente estupidificada (e pobrezinhos não eram): falavam ao telemóvel e um deles disse ao nosso lado: "...andamos a ver o jardim das tabuletas...".

Quinta dos Loridos










Sempre fico curiosa das curiosidades.
Com o grão na asa.
E tantas coisas à solta, minhas, que mal tenho o tempo de as juntar.
Por isso selecciono as mais belas fotografias "dum lugar de reconciliação", O Buddha Eden - Jardim da Paz.
Após 2001 (e quem ainda se lembra ...pois LÁ, no Jardim, está LEMBRADO!) e a destruição dos Budas Gigantes de Bamyam pelos talibans - centro do Afeganistão ...onde a guerra continua... -, o comendador José Berardo reuniu a sua vontade num lugar que o tempo preservará e embelezará mais.
Tudo o que se possa dizer da personalidade deste homem rico é completamente desinteressante para mim: porque BOM é a vontade e o poder de fazer. Coisas belas e reparti-las assim.
O maior jardim oriental da Europa: ficasse ele em Aix-en-Provence ou na Westfália como o admiraríamos - nós, os portugueses que tão mesquinhos sabem ser com "as suas coisinhas"!
Por admiração, me solto à solta.
Homenagem ao que gosto que exista.

Friday, 25 June 2010

Noites




Tenho muitas vezes estas noites em que
"as minhas coisas à solta"
em mim, milhares de formas
noites em que os cheiros da casa
da roupa
do passado
são intensos.
As paredes caladas e cegas dos prédios, nenhuma luz, só a minha.
São 5 da manhã como se fora meio dia, meia vida acordada.
Duvido sempre as mesmas dúvidas,
dívidas antigas.
E sou como uma cega surda criança
na madrugada de mim, ainda chorando o choro
de sentir um nascer diferente.
Ingénua me chamaram aos 15 anos.
E é todavia obrigatório ser
esperta, capaz de viver, sobreviver "mais ou menos"
nos círculos fechados dos dias, das sombras
da convivência conveniente
ao sossego de todos.
(e EU?)

Thursday, 25 February 2010

Vermelhos ... de peixes





Insinuam-se na memória
como pensamentos-peixes na água.

Perdem a respiração... fora dela; da memória.

Assim meus sonhos sangram sem ar.

Tuesday, 23 February 2010

Vermelhos ...de Londres







Porque era, afinal, uma cor de (outra) vida!

Estuante como uma esperança.

Tuesday, 9 February 2010

Longe - um jardim









Surgem-me assim
os versos e reversos:
um jardim longe/longe um jardim.

Ida para passeio, simples curiosidade, em Kew Gardens.
Mau tempo ??? ah, não sei, não me lembro
porque mesmo assim o esplêndido ar,
botânico
verde verde
(no tempo em que as fotos eram contadas a dedo, máquina fotográfica, rolos e revelações eram um luxo
e me obrigavam a prescindir de outras coisas ...)

Jardins - longe







Porque a minha alma passeia
quando se (des)prende nas tramas dos dias.

E foge pelas "minhas coisas soltas", rola nas ruas algo cinzentas da memória.
Num outro Fevereiro.