Saturday, 16 February 2013

Brancas camélias 2














Seguindo
a brancura iluminada.

As (minhas habituais) camélias 1










Deixo-as à solta, as brancas.

(porque uma amiga gosta de flores brancas e as escolhi para ela)

Hoje, mais um dia de cólera neste país de notícias negras.

Wednesday, 6 February 2013

Terras...V

Bernardim Ribeiro, poeta e escritor renascentista, foi-me grato encontrá-lo e lembrá-lo, ali.




Nascido muito provavelmente em Torrão, em 1482 (?).

"Menina e moça me levaram de casa da minha mãe para muito longe. Que causa fosse então a daquela minha levada, era ainda pequena, não a soube...
...grande desaventura foi a que me fez ser triste ou, per aventura, a que me fez ser leda..."




"... nas suas mesmas terras, os que nunca mudaram não se podem escusar de ver nojos cada dia e cada hora do dia."...

Tanto me pareceu igual o nojo dos dias! e estas palavras são minhas, hoje.

(Obra de Bernardim Ribeiro "Menina e Moça" excertos da Selecta Literária, livro único para o ensino liceal, anos 50)

Tuesday, 5 February 2013

Terras ... IV

E chega-se ao objectivo de todas aquelas voltas entre Tejo e Sado, na plenitude da terra alentejana.




O Conjunto Arqueológico do Escoural fica no meio da paisagem (Herdade da Sala), bem longe das casas: aí se encontraram os primeiros vestígios dos povos caçadores do período Paleolítico.





A gruta e galerias foram descobertas por acaso, nos anos 60, quando se procedia ali à exploração e extracção de mármore.

Nas décadas seguintes, os estudiosos da pré-história encontraram naquele abrigo/santuário rupestre, inúmeros sinais de ocupação humana, desde traços de pinturas de animais e outros símbolos figurativos, ossadas, utensílios de caça, cerâmica, adornos, placas votivas.




Em Santiago do Escoural existe um óptimo Centro de Interpretação onde estão reunidas as principais informações sobre este lugar tão “ante-passado” (desconhecido/encerrado durante cerca de 5.000 anos!).




Os campos e caminhos à volta encerram pequenas surpresas para os olhos e paisagens de paz.







Como esta anta do Livramento, transformada em capela.

Terras... III


E assim, ramificando caminho da estrada principal, se encontra a mui bela Alcáçovas, construída sobre a antiga estrada romana que ligava Évora a Alcácer do Sal.






Parar, olhar e falar com as pessoas de curiosidade amistosa que nos dão as "boas-tardes", é um gosto como o da viagem. Trocamos ideias longas num país tão estreito. Uma das senhoras nunca tinha visto o mar, outra estava feliz por ter ido à festa do "Avante", todas se queixavam dos governos que lhes roubam as reformas e, aos mais novos, os empregos.


Lembrei-me depois se alguma vez se questionariam elas (!!!) da importância do Tratado de Alcáçovas-Toledo, entre os do costume (Portugal e Espanha), celebrado em 4.9.1479 ali mesmo, e que nos fez desistir do reino de Castela, repartindo os territórios do "MAR Atlântico" e as terras/ilhas descobertas até então. Assegurou aos portugueses "explorar" o caminho marítimo para a Índia ... e tudo o resto que sabemos.

Friday, 1 February 2013

Terras... II








Desviar
para ver uma barragem e arredores, simplesmente porque se gosta do nome do pássaro com penas azuis: GAIO.
Lugar especial, escondido, específico. Nem entrar, nem estacionar nem sede de água, está escrito à entrada.

O lixo à volta... era um luxo.
Fiz perguntas aos patos: eles riram-se-me nas penas!