Wednesday, 12 February 2014

Nos arredores do Grande Lago III - Moura


Recupero a volta. Da despedida com adeuses e lágrimas, na fronteira com Espanha: até sempre. Por mim o digo e pelos outros não falo. De novo pelos tons quentes, de Alentejo profundo. Aqui em 2009, porque se ama este caminho uma vez percorrido.
E Moura tem o encanto do nome, o seu sol que nasce, passa com a majestade de um rei e cai no horizonte plano.
Há terras assim, Serpa e Moura são duas delas: onde se retorna sempre que por ali se passa.









Gente falada ao acaso das ruas e que nos ajuda. Onde nos aconselham o almoço, num lugar que ficou também de referência: "um trilho" a que mais tarde havemos de voltar.






Eis que a reparar em ruas e portas, vou ter à Praça.
E sinto o espaço.
Como pertença.



Monday, 10 February 2014

Nos arredores do Grande Lago II

De tantas aldeias ou vilas? de nomes de sorriso, Preguiça, Pisanito, Vale Vinagrinho, Ourives, tinha a vontade de saber de Amareleja e os seus calores excessivos, terra de tanto sol.


Que possui a maior central mundial de energia solar.

 
E uma oliveira "plantada" na torre da igreja matriz. E porcos pretos, queijos, ruas abertas ao calor, de tal forma que pouco pass(e)ei nelas.


E seguindo mapas, chegar à Estrela, uma das margens do Alqueva, onde finalmente e sem rusgas de gente e barcos, descansamos os olhos nas ilhas e na estranheza das águas inesperadas.








E havendo telhados de vidro, castelos de areia...
porque não "castelos de palha"?



Não se enganam os pássaros que preferem o verde ondulante do fim de tarde.
Quando se passeia e o calor aperta, os olhos cheios de paisagens, qualquer café amodorrado no calor serve para uma Coca-Cola. Que é sempre o que apetece nestas viagens: fresco e açúcar.


Sunday, 9 February 2014

Nos arredores do Grande Lago I

Saindo por detrás dos nomes conhecidos, por ali junto à fronteira, a encontrar o fulgor das oliveiras e a placidez da terra.




E chegar a Safara, terra bonita e arrumada. Nome de origem árabe - campina.









De como se vê e sente o amor das pessoas pela terra, a dignidade de viver no interior e conservar o que é "das gentes".





O posto dos correios ia fechar, o posto da GNR também.
Dos políticos em Lisboa, a indiferença.




De saída, um gesto amigo.
Não esquecerei.

Nos arredores do Grande Lago

As imagens são de 2001, já mais de 10 anos se passaram.
(não sei se já "soltei" estes pensares, já não me lembro. Porque apontamentos à solta são recorrentes.)






A minha mãe dizia e lembro-o desde menina, a propósito de coisas pequenas ou pessoas:
"desapareceu do mapa".

Ao longe Monsaraz, ao lado do cromeleque do Xerez. Este monumento megalítico foi erigido cerca de 5 mil anos AC e foi o único vestígio arqueológico que decidiram recuperar do vale ocupado pela água represada.
Construía-se a barragem do Alqueva, o viaduto de Mourão, desaparecia a Aldeia da Luz, íamos de passeio com uma amiga "histórica". Dizem que mudaram a aldeia de sítio, os menires, as pedras falantes.




Eis a imagem de 2009, do alto de Monsaraz.
E a tal amiga também mudou o coração, de lugar para longe do nosso. Submergido? Não sei: há muitas coisas na vida de que gostaria de saber o porquê.