Wednesday, 12 July 2017

Voltar a Sevilha

Os passos de gigante e as memórias que se encadeiam, umas nas outras, tal como mergulhar num cesto de cerejas trazendo-as agarradas e seguidas, numa mão só. Tenta-se, já há uns anos e pelos aniversários, estar longe e fazer deles, dias de anos que já pesam, lugares com tempos mais felizes.
Pelo menos, soltos de quotidiano.
Em 2012 - e foi só há 5 anos, afinal! - foi escapar para Sevilha, a partir do Algarve, num Maio.
Sevilha na Expo 92 - pensando que foi a primeira vez? -, foi com a avó e o menino, a quem queríamos proporcionar uma vista pelo "mundo": e portanto 20 anos passados, assim num repente. Há um álbum - nunca poderei digitalizar e organizar tanta fotografia! - onde nos vimos, felizes e cansados, no Japão, no Ecuador, na Índia, na Noruega... sei lá que mais, pavilhões onde foi possível entrar e aproveitar o bilhete de 24h??? que na altura, penso, nos custou 5 contos???, cada um. Preciosidades.
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Atravessando o rio comum, o Guadiana,

chega-se a Sevilha e encontra-se, do outro sentido da autoestrada, felizmente! um enorme ajuntamento com cortejo de carros típicos e cavaleiros

Nas ruas velhas de labirinto, encontrar uma pensão acessível, em preço e local, para se andar a pé.



 
 
A disposição do interior era um "pastiche" de mouramas e mourarias, o que de modo algum era a apresentação dos quartos acanhados, os móveis, a limpeza, o espaço. Passámos por belíssimos edifícios de hotéis mas fez-se como a raposa e 
as uvas...

Tempo para as "tapas" num intervalo: a piada dos dizeres "Aqui servimos alegria e cerveja fria"!




Tal como lembrei e vi em 92, em muitas das esplanadas (a ferver...) e entre as árvores, há uma espécie de pequenos chuveiros de vapor de água, muito levemente refrescando o ar


Praça de Touros Real Maestranza, um grande orgulho espanhol e um edifício muito bonito; eu, como não gosto mesmo nada de touradas...


Saturday, 18 March 2017

Conil de la Frontera 3

Dia de deixar. Ainda maravilhando os olhos pelos espaços elegantes.













Apenas dois dias de tanto "valor" acrescentado!

Conil de La Frontera 2

Descendo as ruazinhas, algumas cheias de esplanadas e bares, a beira-mar é um lugar amplo e pacífico, onde dá vontade de passear. E jantar em paz com as cores (e os peixes) que se vão suavizando na boca e nos olhos.












Para o mapa e a vela mais o champanhe gelado, gentil oferta da recepção do hotel. Por sinal era azedo e não me senti bem após ele: mas a intenção é importante, não é verdade?



Friday, 17 March 2017

Depois de África (quase) de volta a Conil

Volta-se com saudades da mansidão e de andar a pé nas pequenas ruas de Conil!
Os quartos com varandas e vista de mar eram mais caros e estariam ocupados, não me lembro. Todos os outros hotéis que tínhamos visto e conhecemos de passagem (em 2008, reparo que foi apenas há 9 anos, um ano de tantas actividades e acontecimentos...), da primeira vez que fomos para aquelas bandas, eram incomportáveis.
Eis o hotel empoleirado numa ponta alcantilada fora da povoação, com o espaço alargado das construções dos anos 70 (interessante que fui verificar o ano em que foi edificado este hotel: 1971! claro que foi renovado mais tarde. Mas hotéis desta época e sendo modernizados, são geralmente muito amplos). Sendo bem tratados, prefiro estes, sim, ao envernizado de esquadro, moderno, ou à sumptuosidade do luxo, de tantas luzes indirectas e pouco calor humano.








Este primeiro dia, de reconhecimento do lugar, tem o tema do atum em todos os feitios e está presente em muitos nomes ao longo da costa. O que se sabe desde os antigos gregos e romanos, visto que eles já o secavam e utilizavam como condimento: o garun. Há vestígios de grandes tanques onde se tratava este preparado: sangue, vísceras e outras partes do peixe, esmagados, em salmoura e secas. Um molho??? enviado e utilizado em todo o Império Romano. As notáveis escavações a descoberto em Baelo Claudia, as ânforas de transporte, são ilustrações desse tempo. E não só: em Portugal também se encontraram vários tanques da mesma espécie.




Quando ao fim da tarde e ao fim da rua, nos espera o mar e o sol...









Lugar simpático onde iríamos passar mais horas, ao jantar e ao entardecer.