Saturday, 12 November 2022

Férias Monfortinho XXIV - Idanhas e Proenças

Entre Idanhas e Proenças... Vejo pelas fotografias que algumas já as utilizei por aqui e ali. Mas sistematizo agora estes passeios, nos meus 74 anos, uma forma de diário de viagens. Visto que falar sobre mim ou os próximos, e mesmo ouvi-los, me está a ser muito penoso. Saio de mim para as lembranças vistosas e alegres, há 12 anos; e parecem 20 ou 40!

Apenas de passagem por Idanha-a-Nova,




a caminho de Proença-a-Velha

onde me admirou muito o carinho pela conservação dos lugares e a sua sinalização
 


O lagar antigo que se pode visitar, percebendo o ciclo da azeitona até se transformar em azeite




A ceira de prensar a pasta das azeitonas


E por falar nisso, aqui estão as velhas oliveiras, tronco, ramos e frutos



O lugar é muito airoso e bonito. Junto ao largo da Igreja Matriz onde se conversou com uma pessoa da terra: de portas fechadas porque tinha havido ali um roubo de arte sacra há pouco tempo. Descreveu-nos o que tiraram. Não o posso recordar mas vi que a igreja é dedicada a Nª. Srª da Silva, foi ali fundada no séc. XVI pela Ordem de Cristo, contendo valiosas esculturas e pinturas da época. E o desgosto dele... Realmente nem "o sagrado" está a salvo do "profano".




Deixa-se Proença-a-Velha com uma vaga inquietação.


Férias Monfortinho XXIII - De cá para lá na fronteira

A senhora que nos fazia a limpeza do quarto na pensão e nos lavava a roupa, foi um conhecimento bonito, naquelas terras longínquas. Ficava contente por ganhar mais algum dinheiro extra e nós felizes por partilhar da humildade calorosa, tanto da sua casa como da sua boa disposição. Como precisavam de comprar uma coisas em Espanha, oferecemos-nos para levar o casal a Zarza la Mayor. Percebi que praticamente toda aquela gente fazia compras do outro lado da fronteira. Em tempos idos era o "contrabando" de que nos contaram histórias interessantes. Há, aliás, rotas dessas passagens devidamente identificadas. 

A oferta de um arroz de "pica no chão" foi o presente que nos deram, em sua casa.


Para Zarza la Mayor onde, evidentemente, aproveitamos o nosso tempo em deambulações pela aldeia

 Igreja de Stº André



 

Pelos caminhos velhos, chegamos à vista da aldeia de Segura

Parou-se com a fascinação de observar o vôo das águias, a lentidão dessas aves que planam suavemente entre rios e fronteiras


Um dia... havemos de ir à garganta do rio Erges aqui em vislumbre, paisagem protegida do Tejo Internacional
Em Salvaterra do Extremo

Gatos de olhos lindos!

A passagem por Toulões, terra incaracterística, e a estrada deserta entre os campos de que tanto se gosta


Depois das 7h da tarde, há uma luz dourada que se liquidifica aos nossos olhos,


e pinta as árvores, as ervas e os bichos


O sublime na descida do sol a ocidente.