Gosto desta forma de desfolhar, aqui nos segredos memoráveis do meu computador e das coisas que vou guardando...Assim recordo que estivemos em 1984, era Fevereiro, no Gerês, com algumas das fotos de então. Foram digitalizadas a partir das folhas em plástico dos álbuns, nem lhes mexo, até acho graça à caseirice e carolice do grande aparelho que na ocasião se tinha para o efeito. Na verdade, como tantas e tantas vezes acontecia, íamos com uma amiga, ou família. Gente que desapareceu no tempo e no modo (de ser)... E como lamento essas partilhas sem correspondência adequada à amizade que se tinha (julgava ter).
Tuesday, 25 March 2025
Gerês 1984
Os belos marcos romanos miliários na Mata de Albergaria, do tempo do Imperador Vespasiano anos 69/79 dC
Sunday, 23 March 2025
Gerês 2005
Às vezes, até bastantes, apetece-me fugir. Não tendo para onde e como, exceptuando os livros e os filmes, relembro pedras, águas e verdes. Um passeio de há 20 anos, num Maio algumas vezes enevoado mas, sobretudo, cheio de flores no caminho. Revisito, que já não são só os dias: as décadas passam a correr!
S. Bento da Porta Aberta, desde tão pequena que ouvia falar dele, das caminhadas dos campistas
As cores quase saboreadas
Miradouro da Pedra Bela. Fui ver no mapa/mapas de todos "os conselhos": caminhadas, n miradouros e passadiços, naturezas e paisagens, alojamentos... Que diferença destes caminhos bravios e belos percorridos, como aventura inesperada!
Monday, 3 March 2025
Três meses Jan/Fev/Março 2011-II - Aveleda
Houve uns anos seguidos em que se ia à Quinta da Aveleda. Passear. Acho que ultimamente há "eventos" e visitas guiadas. Deixei de querer lá ir.
É um lugar idílico. De tal forma que surge por aqui e ali inúmeras vezes. De uma vez, a passear entre as camélias, encontrei o dono da quinta, o Senhor António Guedes, que passeava regularmente por aqueles seus caminhos.
(Desde os fins dos anos 60 que a firma onde trabalhei tantos anos, encomendava caixas de vinho verde Aveleda para entregar aos directores das representadas, na Suíça, França e Alemanha. E era sempre eu que tratava das reservas, compras e respectivos endereços. E é claro que aquele vinho incomum na Europa era muito louvado e apreciado).
Conversamos sobre as camélias e outras coisas: ele foi de tal forma amigável que me deu uma espécie de "salvo-conduto" para ir à quinta sempre que quisesse. Algumas vezes o fiz para grande espanto dos controladores das entradas e passeios, apresentando a "minha credencial".
Além das imensas espécies de camélias, toda a quinta tem lugares muito belos, de que fui conhecendo a história e época das construções.
(na minha pequena vida, estive muitas vezes perto de gente e coisas maravilhosas. Não as conseguiria escrever nem descrever. Há uma de que hoje posso falar: conheci e privei com o mecenas de Júlio Resende e de outros dos nossos pintores. Tinha uma colecção de arte fabulosa. Um dia vi um anúncio de leilão e lamento não ter tido coragem para lá ir. Guardo na memória algumas obras que vi, na sua casa incomum, onde subir a escadaria era um prazer de cores e talentos; e isto quando já lá vão 60 anos...).
Passo, com a memória comovida, às imagens do passeio (num intervalo) desse ano de 2011:
Há lagos, fontes e cursos de água por todo o lado
Aqui, pelo arco-íris entre as árvores
Passando e passeando por Penafiel:
A reparar nas lojas que ainda existem nestas terras: têm tudo, bacalhau, anúncios religiosos, serviços vários e um cão de louça...Gosto muito destes meios-portões
Uma janela velha enfeitada de amores perfeitos e
o perfil da Lua.
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