Tuesday, 2 November 2010

Juntarei



as minhas coisas soltas como um rebanho do monte.
Espantada de as ver de novo, aqui à mão de tocar, ao olhar que acarinha.
São a minha respiração, onde me movo e corro, o que mais gosto.

E hei-de trazer e comprazer-me dos caminhos,
rever os pormenores que fazem os meus sonhos acordada, as minhas imagens,
a minha sacola de peregrina pela vida,
a água, o pão, as pedras
e a sempre sempre Natureza que se me dá aos olhos

Saturday, 28 August 2010

Mosteiro de (pormenores) Lorvão












E de ínfimas passagens e coisas se me fez o tempo, mais de mil anos assim, sentidos.
Onde pedras não falam
mas suspiram vidas passadas, desgostos, promessas, vinganças, mentiras
e verdades
(acredito que cada um as tenha para si)

Ciclo de Mosteiros, o de Lorvão










Hoje
a minha inteligência está de papel
amarrotada
E por isso
***
Quero deixar à solta esse mosteiro que existia no meu imaginário, juntamente com histórias de doces e mulheres encarceradas pela tradição, em segredo.
Completei uma, que foi, ilusão (nos apontamentos) de que me encanta descobrir a realidade, as pequenas tradições e símbolos. Faltou-me fotografar as "nevadas" que tanto vi/provei e que ficam, indelevelmente, ligadas a este período dum Julho quente.
Entre fadas das palavras, entre verdes de apaziguamento.

Tuesday, 17 August 2010

Antes que















... me esqueça da beleza dos lugares
da (aparente) simplicidade dos costumes e gentes
ainda eram há pouco
puríssimos.

Antes que arrefeçam os dias










... e se esbata o fragor das chamas
a impotência e a raiva
***
algumas das paisagens soltas que não se irão ver
tão cedo.

Sunday, 11 July 2010

Quinta dos Loridos IV










E então, o finalmente - passagem na Loja de Vinhos (onde se encontram à venda vinhos de preço acessível e outros mais caros...).

Com (ainda) alguma da arte de dizer e saborear a vida. Pintando a paisagem e abrindo-a ao olhar.