Passando em Lisboa por afectos,
gloriosa capital que parlamenta com alguns mas manda em todos, com os seus ministérios e congressos variados, a sua gente de trabalho atravessando o largo rio.
E quem são? Estes milhares de passeantes que ali pousam, que sabem eles da linguagem e solidão do interior? Que sociedade os leva e traz entre os portos, a comprar, a dançar e a comer: que afanosa superficialidade? Que benefício, cultura e saber nos acrescentam?
Deixo Lisboa e o lugar estelar.
Volto para ver o único pôr do sol possível, uma reflexão de vidro longe e um quadrado tingido, entre prédios.
Se um dia, a asa...