Monday, 19 January 2015

Em Roma sê romano

De (os alguns) sonhos que se vão realizando, havia um que estava guardado há muito.
Numa oportunidade repentina - dizia-me o meu muito chegado filho "ó mãe, tu que gostas tanto de pedras! em cada rua as encontras! -, Roma esteve uns poucos dias ao alcance do desejo.
E o meu prazer de sair é ver, fotografar, guardar, rever. Que sempre gostei de diários de viagem, ainda mais com figurinhas!
(a graça, ou não-graça, que tem lembrar-me que o primeiro livro "grande" de viagens que li, na Biblioteca e com 8/9 anos - onde passava obrigatoriamente parte das férias de Verão -, foi "De Angola à Contra Costa", de Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens, julgava eu ir ler histórias da selva ...)

Eis, à solta, as coisas minhas, importantes, revisitadas.
Uma das mais de duas centenas de igrejas de Roma.
Cidade nascida da lenda de Rómulo e Remo.
 









Igreja de Santa Maria Maggiore (que bem fica em italiano enrolado na língua!), na Pr. e Monte Esquilino.


Sunday, 9 November 2014

Alcácer do Sal VI

Com todas estas voltas em dois dias, mal sobrava tempo para a tão falada Comporta, a dos empreendimentos de luxo e luxozinho, herdades e campos do Sado. Esse rio de caprichos.

Procurava-se um lugar sabido de ouvido ou lido, uma antiga escola, recuperada para restaurante. Um belíssimo lugar e uma refeição deliciosa.



Uns tempos depois, aquelas localidades que nos passam na  estrada e onde nunca se vai... quase sem mapa, onde os pescadores do rio e as suas artes ainda sobrevivem.




Era tempo de voltar a Alcácer e à intimidade doce do poiso escolhido.


O meu espírito, cheio de pormenores que vivem e existem longe de mim...
mesmo quando a habitual cidade do Norte é nevoeiro vento
azul sujo e ruído.

Tuesday, 4 November 2014

Alcácer do Sal V

E de terra em terra, quantas as vezes enganados pela sinalética das estradas, sendo que outras tantas se abençoa o engano!
chega-se aos azúis e amarelos das casas alentejanas, ao silêncio sufocante das ruas quentes e desertas.

Barragem de Pêgo do Altar




Santa Susana com o seu ar lavado.





Eis S. Cristovão - que os santos se querem aos pares! - com os seus caminhos da luz nas ruas e da água nos tanques.








E contudo, movem-se as gentes, com ideias lindas para tornarem os lugares inesquecíveis. Quando a literatura se escreve nas paredes. Foi por isso que escolhi "ver a pé" as ruas de S. Cristovão e que pequena felicidade me deu!


Friday, 31 October 2014

Alcácer do Sal e arredores IV

E já junto à cidade, num fim de dia de oiro.






A noite, o jantar e o espanto de tantos, tantos, camarões "do rio" que me dizem ser uma praga para os campos de arroz. Este mudava de posição de ataque quando se andava à volta dele!
(fez-me lembrar algumas pessoas e as suas defensivas de chão...)

Alcácer do Sal e arredores III

A casa e o interior.
A frente dela, as cegonhas que me disseram "não emigram", ficam todo o ano.






Os pormenores.


A liquidez do rio.

Mais à tarde, a família alargada das cegonhas.