Thursday, 23 February 2017

O Alentejo VII - Mora, Fluviário

Como peixes vários, flutuamos. Como animais variados, escutamos e vemos os olhos dos humanos redescobrindo encantos de criança.


Lembrando "A Lebre e a Tartaruga"















Cá fora, as meninas lontras,



a senhora cobra,

e o príncipe-sapo


Wednesday, 22 February 2017

O Alentejo VI - Mora

Mora é um caso. E claro que tenho muitos casos de amor por este país fora!
É a segunda vez que lá passo, desta vez ficando numa casa-solar adaptada a turismo, com nome de flores mas também um certo "acanhamento pretensioso e atamancado", sendo província e não querendo ser provinciano. A paisagem salvou tudo: a falta de luzes, as escadas, a humidade, a ligeira deficiência da limpeza, a confusão do que estava desarranjado,

dissolveram-se as nuvens, pelos horizontes adiante, passeios e companhia!


Nota-se que há um esforço de preservação do património da família a quem pertenceu. Muitas fotografias da época pelos corredores. Pelas datas, recordei-me de como "era" este país.

Manhã olhando infinitos vegetais. Acrescentando interiores de lembranças: porque havia pequenas peças que conhecia perfeitamente, agora que as revia, desde que era pequena. Um dos bules era igual a um que (ainda) tenho da minha mãe!








No meio do mapa, na linha horizontal, mais ou menos entre Lisboa e Elvas, fica um inesperado e moderno Fluviário, onde até podemos comer a ver os peixes!
Achei-o menos cuidado que há uns anos passados mas, mesmo assim, mantendo um aspecto didáctico de bom nível.
(lembrei-me do encantamento do Aquário da Foz !!! e o interesse com que lá ia, tão pequena, numa viagem submarina... Isto, no tempo em que lia Júlio Verne, era incrível!)




Sunday, 19 February 2017

O Alentejo V - As olarias de Brotas

Há uma tradição de oleiros na região, gente antiga que foi desaparecendo. Creio que agora há apenas uma, regional, mais a lojinha ao lado da igreja, com outros motivos mais modernos mas perpetuando desenhos e motivos próprios do Alentejo. Esta senhora tem uma arte delicada e imaginativa, além saber da História local, e ser de uma extrema simplicidade.







A olaria antiga, entregue agora a um casal jovem




E chegava o fim do dia e uma lua de fadas sobre a paz das ruas

Saturday, 18 February 2017

O Alentejo IV - Brotas


Há mais de 50 anos que tenho "livralhada" e apontamentos sobre os caminhos e terras portuguesas. Muitas vezes recorri às descrições antigas para encontrar o que (me)é sempre novo: lembro-me de procurarmos um túmulo ??? do neolítico, entre propriedades privadas e caminhos que indicavam "vende-se porcos"!!! Não havia sinais da necrópole de Alcalar, agora já suficientemente conhecida. Nessa altura, inícios dos anos 80, descobrimos também o poeta árabe Ibne Amar/Estômbar e uma gruta que os mais afoitos do grupo espreitaram de bruços. Hoje leio que já foi explorada e fotografada. Mas a emoção de andar "à procura" é inalterável no tempo!
Por isso, tendo lido há anos sobre a aldeia de Brotas, este foi um belo encontro, estando na zona. A lenda que envolve este local, sendo a ermida inicial de cerca do séc. XV, é encantadora.












A pequena estátua de Nª Srª de Brotas










Mais uma vez, foi a simpatia hospitaleira da senhora que tem a sua loja de barros ao lado, que nos permitiu visitá-la e seguir a sua descrição da igreja, azulejos etc, bem documentada.