Monday, 8 April 2019

As casas e os sítios III

Breve é o mundo.
Suspensos ficam no tempo os lugares que os olhos amam e reflectem.
Assim me penso, quando viajo.
Se perto, viagem, se longe, miragem.
A partida pelos campos fora, no suave movimento do vento e das nuvens





Igreja de S. João Baptista, em S. João das Lampas. De origens góticas, foi modificada e reparada, mantendo no entanto algumas características muito interessantes

Como o portal manuelino, de impressionantes (e cuidadas) figuras de pedra e azulejos


O adro com colunas e traves de madeira 
E à volta andei, pelos pormenores






Quase sempre que se para, as igrejas estão fechadas mas, pelo menos, ficam assinaladas na memória.
De regresso, fim de tarde, umas vistas na estrada que segue pela costa, perto de Azenhas do Mar, Praia das Maçãs.





Thursday, 4 April 2019

As casas e os sítios II

Acorda-se na madrugada com um silêncio não imposto mas que acontece: tão bom!
 E breve se vai para o interior saloio, caminho e direcção Fontanelas



Reparando nos azulejos que enfeitam e alegram as ruas, com quadras e rimas ingénuas: uma maneira bonita de nos referenciarmos




A Igreja de Fontanelas, com um desenho elegante e cuidado. Creio ter tirado, mais tarde, fotografias aos portais com figuras elaboradas e alpendre



O Castelo sempre de longe vendo-nos
A paragem pelo campo raso, flores do monte e as pedras




Esta casa "era" tão bonita, simples - com ar de abandono e desabitada. Ficou nos meus sonhos

Mas o que se pretendia, mesmo, era chegar ao Museu Arqueológico de S. Miguel de Odrinhas!
Guardam-se ali vestígios importantes que abarcam, desde as civilizações primitivas, seis mil anos de História, nomeadamente da ocupação visigótica, romana e medieval, em Sintra. Segundo o que li, trata-se de uma recolha iniciada em meados do séc. XVI, por "eruditos e arqueólogos" como Francisco d'Ollanda. O Museu é fascinante, solitário, nos campos lá de longe. Infelizmente - nunca percebo estas coisas proibidas... - não se pode tirar fotografias, nas várias salas de exposição, nem sem flash.  E eu obedeci.
Uma ideia feliz, chamar-lhe "Livro de Pedra"!
Um pátio interior, ao estilo andaluz


Capela de S. Miguel

As ruínas são numerosas. Cá fora a desarmonia das pedras harmoniosas. Dentro das várias salas se guardam lápides, estelas religiosas, funerárias e votivas, pórticos, pedras "falantes"...

Não há a certeza do que seja mas supõe-se que seja parte de uma villa romana,
onde mais adiante se vê o chão de mosaico policromado, típico destas habitações


Relógio de sol na parede da igreja

Não podendo "vencer", juntei-me a elas, às vitrines do Museu, e pude fotografá-las. Vi lá dentro, e sabia, que ali estavam os únicos três sarcófagos etruscos que existem em Portugal: trazidos por Sir Francis Cook para o Palácio de Monserrate e posteriormente entregues à guarda do museu. São belíssimos, com as faces de pedra lavrada de figuras estranhas, as tampas representando um homem e uma mulher soerguidos, olhando-nos do fundo do tempo: um cofre de vida-morte tão significativo