Wednesday, 12 February 2020

Porto - Tardes com Árvores

Foi um bom tempo, esse que passei com os "amigos dos Dias com Árvores". Ainda lá espreito, no blog, pelos olhos deles rentes ao chão e cujas visões me  dão outras perspectivas do solo e da terra. O conhecimento e o humor. A Natureza no seu estado selvagem e com coisas pequenas, tão bonitas e diversificadas.
Tenho esta forma e maneira de ser. Fidelidades.
(e se há coisas bonitas, há imensas que doem pela ausência e o silêncio)
Nessa tarde antiga, foi um passeio por jardins da cidade, com a Maria Carvalho e o Paulo Araújo e a apresentação de um livro, sobre árvores, é claro!
Normalmente não gosto de passeios de grupo, fizeram-se vários com o Helder Pacheco, no Porto Histórico. E se aprendi muito, mais me aborreci com os comentários, os contos de vidas que nada me interessavam e a falta de atenção das pessoas em geral.


No Jardim da Cordoaria (Jardim de João Chagas), a avenida dos plátanos com 13 esculturas modernas de Juan Muñoz

Todo este jardim, de que me lembro tão bem, teve uma grande intervenção paisagística aquando da Porto 2001. Alterado e contestado foi. À volta desta escultura de António Nobre muito corri em pequenita!
A araucária tão imponente plantada, como outras árvores deste jardim, em meados do ano 1800

"Flora", uma escultura muito delicada, de Teixeira Lopes (filho) que quase passa despercebida
 Debruçados para o rio
uma vista resumida do Horto das Virtudes, onde José Marques Loureiro (1830-1898) tinha o seu horto. Ainda lá existe uma Gingki biloba que se veste de amarelo no Ourono e tem mais de 200 anos!
Notando aqui o-que-já-não-existe, o velho Jacarandá do Largo de Viriato 


chegando aos jardins da Casa Tait onde o Tulipeiro floria

a Ponte da Arrábida ao longe
esta camélia permanecia em Junho! solitária sobre as sombras esbatidas dos ramos



a entrada do Palácio de Cristal, pelas traseiras

 o palco elegante e as suas estátuas


com um último apontamento de cores.
Uma tarde de conhecimento e beleza.

Monday, 10 February 2020

A outra Lisboa VII

Foi de passagem, muito haveria que ver. Mas.. estava a decorrer uma exposição do habitat de borboletas que me absorveu muito tempo.
Quase impossível apanhá-las em vôo e notar as plantas e flores de que se alimentam. A minha cabeça esvoaçava também!



















Tal como teria uma casa e alimentos para os pássaros, se tivesse um jardim, haveria de saber colocar-lhes bocadinhos de frutos e deleitar-me com a metamorfose das larvas e o nascimento destes seres tão efémeros como belos.

A outra Lisboa VI

Jardim Botânico de Lisboa. Faculdade de Ciências - Escola Politécnica.
Iniciado em 1873, a sua história é vasta. Sabendo e lendo que tantas foram as suas vicissitudes, melhor passar à visão dos caminhos e exemplares de árvores, flores e arbustos. Oriundos de todo o mundo, inclusive espécies tropicais. É considerado Monumento Nacional desde 2010.
Sei agora que esteve fechado para reorganização e beneficiação entre 2016/2018.
Encantam-me as espécies da flora mas já é muito tarde da vida para as diferenciar e nomear. Uma das minhas disciplinas preferidas no liceu era Ciências Naturais e arranjo oportunidade em todos os lados que vou/fui para ver as estufas ou jardins.
Assim fico, lembrada de plantas e das amostras de vida que teimosamente me dão: as raízes, a seiva, os caules e troncos, as folhas e ramos, as flores.
O que não se vê, as sementes, junto à terra, ansiando o ar.


Da seda
e do veludo





Nascida "dentro" do tronco