Sunday, 6 September 2020

Andaluzia - Granada IV

É curioso, as coincidências que me surgem do nada. Peguei num livro antigo à sorte, há uns tempos: "Leão, O Africano", de Amin Maaluf. Ao mesmo tempo, andava por aqui, a sistematizar recordações de viagens. Ora o livro começa, precisamente, em Granada, o protagonista e a família, muçulmanos, vêem-se obrigados a deixar a cidade, depois do cerco e conquista dos Reis Católicos espanhóis. E assim, há referências históricas, de hábitos e de lugares que me levam, num corrupio, do passado para o presente.
Este rebuscado presente que aqui desfio, com alguma emoção, pelo fio contínuo dos dias passados sobre as coisas e as pessoas, novas e velhas.
Não se procuraram nomes, locais famosos como a "alcova do sultão"... além de muita gente por todo o lado, não havia "horas" que bastassem para isso: das 12h às 17.00h, sempre a andar. Tudo se pode aprender, ou apreender, com o olhar atento e curioso.
Sei, por exemplo, que a caligrafia árabe e citações do Alcorão, se encontram espalhadas pelos painéis e paredes, portas ou recantos. Por vezes, apareciam-me, definidas.




















Um escritor romântico. Como nesse lugar se é invadido pelo romantismo!

Andaluzia - Granada III

Antes de entrar definitivamente nos interiores e nos mil e um pormenores que me iam espantando, à medida da progressão pelas salas e corredores, vejo a Serra Nevada, com neve (era Junho...), ao longe.


Nem uma representação de animal, ou pessoa (apenas o Pátio dos Leões que verei mais tarde). Uma geometria, um jogo de luzes e cores, um trompe d'oeil sempre em movimento. Um fascínio!
Rastos de reis sobre traços de mouros numa profusão de sinais que ia notando.




...que de azulejos me ficaram os olhos vidrados, como se estivesse a ver um caleidoscópio, de cada vez que os via eram diferentes!











E não acabam aqui, os tectos maravilhosos, os umbrais de passagem para o sonho.

Saturday, 5 September 2020

Andaluzia - Granada II

Vistas do Bairro Albaicín a partir de Alhambra.
Um povoamento dos Iberos e mais tarde dos Romanos. Do período Islâmico, ano 756 d.C. aproximadamente, conserva o intrincado das ruas, muralhas e portas, casas rodeadas de altos muros, com horta e jardim interiores. Uma ideia inteligente, os pátios verdes onde a vida comum se desenrolava. Sempre me atraiu este género de construção, secreta mas arejada.







E falando em pátios interiores e jardins secretos, separo os recantos do Palácio de Alhambra, onde sempre pairava uma penumbra e ar de mistério.






Escutar a tranquilidade da água e dos seus reflexos.