Sunday, 4 September 2022

Idanha-a-Velha 1 A - Maio 2015

Um intervalo na descrição das férias passadas em 2010, nas Termas e ao redor. Porque houve muiiito mais, saídas a partir dali, nomeadamente a Espanha.

5 anos depois, outro pretexto para passar de novo em Idanha-a-Velha, de que tanto gosto. Iríamos parar em Vila Velha de Rodão e daí ... seguindo ao sabor de lugares do imaginário. Fico emocionada com estas revisões. Olho e vejo que alguns aspectos são repetidos... mas afinal são outros! A luz, o ângulo dos olhares, as vontades, o sossego: o mês, em 2010 era Setembro, em 2015 era Maio, o tal mês das flores, a época da explosão da Terra, em cores e odores.

Dessa vez segunda, andou-se a olhar paisagens pelo passadiço construído à volta da muralha antiga


E ali permanecia a "oliveira" antiga e nodosa à entrada: um sinal inequívoco do apego das raízes dela e das pessoas


Os tapetes de flores humildes, caminhos por onde apetece ir


Dar alguma sequência a estas voltas onde me perco, de memória e de pés! O Largo da Igreja Matriz e dois olhares que se cruzam





Este céu recortado, este soprar entre as nuvens dispersas que o cata-vento sabe interpretar...


Friday, 2 September 2022

Férias Monfortinho XIV - Idanha-a-Velha I

Havia que ir até à Sé Catedral, ver as escavações à volta que foram avançando. E que chamavam os pés e olhos curiosos.


A Sé Catedral de Santa Maria tem uma longa história, romana, visigótica, árabe, manuelina... Lembro-me que uma vez, sei lá quando, entrámos na igreja renovada nos seu alicerces e transformada em espaço amplo


E eu com a mania das escavações, tentar vê-las através do vidro que as protegia

Os elementos históricos encontrados estão reunidos no Arquivo Epigráfico, ali ao lado, em excelentes condições. Vi tudo. É comovente encontrar estas lápides tão antigas, de famílias romanas que traduzem a estima e a perda dos seres.





Percorrendo o resto das ruas e chegando ao Forno Comunitário






Na volta ao fim do dia tão pleno.

 


Férias Monfortinho XIII - Idanha-a-Velha

A viagem a um lugar de que gostamos, um retorno que faz bem aos olhos e ao espírito. Idanha-a-Velha tem essa aura de solidão e beleza, algum abandono que as oliveiras e as flores amenizam. Nota-se que é um lugar "querido" pelos poucos habitantes. A História que se desprende das suas ruas, árvores e pedras é quase legível.

A Barragem de Marechal Carmona, mau grado o nome velho e relho, é muito bonita. Como estará agora, com esta seca imensa?

A aldeia de longe, com o cabeço de Monsanto ao fundo
Tudo o que tinha sabido e lido neste resumo, inesperados os fios do tempo antigo.
 
E é claro que "ter uma oliveira destas" à entrada me dá uma alegria viva! Uma verdadeira escultura, gostava de saber mais dela.

Entretanto, fui procurar agora: fiquei muito feliz! Há dois homens jovens que estão a desenvolver um projecto de produção de azeite ali na zona. De forma tradicional, chama-se Azeite Egitânia, como o nome da velha povoação. Algumas das oliveira que já conseguiram datar são muito, muito antigas, com mais de 1500 anos. Não encontrei esta... mas terá centenas de anos.

Porta norte e muralhas romanas

Belo o recorte de quem fica à escuta das árvores
Esta é uma parte do Solar da Família Marrocos, importante família de agrários da região. Creio que continua abandonada apesar das ideias de "turismo" - de luxo -  que em tempos li. Sigo as fotografias das traseiras porque a área é tão grande (cerca de 4000 m2) que dá para o largo principal da aldeia.




Poderia chamar-se Largo da Amoreira, ocupa o centro da aldeia
Largo do Espírito Santo, antiga Casa da Câmara, Igreja Matriz e pelourinho manuelino

As cores antigas olhando as cores da actualidade!


A Torre dos Templários

A tarde atardava-se com tanto que ver!