Friday, 2 September 2022

Férias Monfortinho XIV - Idanha-a-Velha I

Havia que ir até à Sé Catedral, ver as escavações à volta que foram avançando. E que chamavam os pés e olhos curiosos.


A Sé Catedral de Santa Maria tem uma longa história, romana, visigótica, árabe, manuelina... Lembro-me que uma vez, sei lá quando, entrámos na igreja renovada nos seu alicerces e transformada em espaço amplo


E eu com a mania das escavações, tentar vê-las através do vidro que as protegia

Os elementos históricos encontrados estão reunidos no Arquivo Epigráfico, ali ao lado, em excelentes condições. Vi tudo. É comovente encontrar estas lápides tão antigas, de famílias romanas que traduzem a estima e a perda dos seres.





Percorrendo o resto das ruas e chegando ao Forno Comunitário






Na volta ao fim do dia tão pleno.

 


Férias Monfortinho XIII - Idanha-a-Velha

A viagem a um lugar de que gostamos, um retorno que faz bem aos olhos e ao espírito. Idanha-a-Velha tem essa aura de solidão e beleza, algum abandono que as oliveiras e as flores amenizam. Nota-se que é um lugar "querido" pelos poucos habitantes. A História que se desprende das suas ruas, árvores e pedras é quase legível.

A Barragem de Marechal Carmona, mau grado o nome velho e relho, é muito bonita. Como estará agora, com esta seca imensa?

A aldeia de longe, com o cabeço de Monsanto ao fundo
Tudo o que tinha sabido e lido neste resumo, inesperados os fios do tempo antigo.
 
E é claro que "ter uma oliveira destas" à entrada me dá uma alegria viva! Uma verdadeira escultura, gostava de saber mais dela.

Entretanto, fui procurar agora: fiquei muito feliz! Há dois homens jovens que estão a desenvolver um projecto de produção de azeite ali na zona. De forma tradicional, chama-se Azeite Egitânia, como o nome da velha povoação. Algumas das oliveira que já conseguiram datar são muito, muito antigas, com mais de 1500 anos. Não encontrei esta... mas terá centenas de anos.

Porta norte e muralhas romanas

Belo o recorte de quem fica à escuta das árvores
Esta é uma parte do Solar da Família Marrocos, importante família de agrários da região. Creio que continua abandonada apesar das ideias de "turismo" - de luxo -  que em tempos li. Sigo as fotografias das traseiras porque a área é tão grande (cerca de 4000 m2) que dá para o largo principal da aldeia.




Poderia chamar-se Largo da Amoreira, ocupa o centro da aldeia
Largo do Espírito Santo, antiga Casa da Câmara, Igreja Matriz e pelourinho manuelino

As cores antigas olhando as cores da actualidade!


A Torre dos Templários

A tarde atardava-se com tanto que ver!


Wednesday, 31 August 2022

Férias Monfortinho XII - Idanha-a-Nova

Idanha-a-Nova é um exemplo de bom desenvolvimento no interior. Durante anos recebemos a revista "Adufe" e pudemos ver como ia acontecendo o progresso e a fixação das pessoas, na agricultura ou no ensino. Na cultura e no património. A parte antiga é labiríntica e tinha na ocasião muitas casas abandonadas. Não sei se entretanto se modificou e rejuvenesceu, a crer pelos anúncios de "turismos rurais" talvez sim.

A manhã, bebendo águas termais.

A rota, sem rota. Iria dizer, a esta distância, que o melhor das "Idanhas" é Idanha-a-Velha. Mesmo assim, e porque se iria almoçar por lá, parou-se passeando na Nova, junto às ruínas do castelo (ano 1187 Gualdim Pais?), para apreciar a deslumbrante paisagem.

Subida... "altos castelos, verdes e amarelos"...


 

Reparando no antigo e olhando de longe a parte nova, já com os prédios que a descaracterizam. A imagem da santa foi oferecida por um devoto em 1608! São estas coisas do tempo passado, o âmago da devoção de gente que se perdeu nos séculos, que me impressionam.




E estas preciosidades de olhos/janelas fechadas fazem-me parar




Horas de almoço, um restaurante que se tinha descoberto, muito bom e bonito, numa rua estreita e improvável


Os tons da ferrugem...

A beleza e o trabalho das portas antigas

Sonhar um pátio...


O trabalho de equilíbrio das mulheres donas-de-casa. Sei, aprecio, pesa-me.