Saturday, 8 November 2025

Algarve 2012 - 2ª fase - Ayamonte e pela Serra

Esta esplanada, tão perto da praia, foi um lugar que frequentámos muitas vezes, a meio do caminho do mar e da terra.

Ao fim de um dia, demos uma volta em Ayamonte, ali ao lado e tão diferente. Vêm os espanhóis ao "bacalao", vamos lá nós às tapas!


Sempre se descobre algo de mourisco... e o sol põe-se no Guadiana!


Além do mar imenso, há os passeio que adoro fazer, pelas terras e serras algarvias. Descobrir paisagens, tonalidades, ver e falar com as pessoas "do interior".

Ali vamos, às raízes das terras-outras 


Todas as coisas são diferentes da beira mar. Aqui as gentes estão mais ligadas à terra, aos trabalhos com ela e dela, há outra paciência 



pescar no rio,


bordados,



fazer doces com o que têm, queijo, amêndoas, fava rica, mel,
brincar com as coisas do antigamente,
moer o grão,

cardar os fios (o que sei do meu mestrado em... têxtil),

Lá deixamos a feira e voltámos pelos lugares curiosos


Uma perdiz fugidia na estrada deserta


Ainda a tempo de ir tomar café à beira da ria mansa.

Fico com o olhar estendido naquela paz de riscas azuis.

 

 

Thursday, 6 November 2025

Algarve 2012 - 2ª fase

Impossível ordenar (ou pedir licença a...) estas memórias de férias, tantas são. E agora, mais de uma década passada, sinto e vejo que serão anos seguidos como este, com fotografias iguais ou idênticas. Nunca mais me "vejo livre" de publicar as imagens, maravilhosas ou apenas curiosas, destas viagens e  estadias no Algarve!

Manhã de anémonas mortas na areia, mesmo assim com a beleza translúcida que trouxeram das profundezas do oceano.


E as andorinhas desse ano acabaram "a casa"! Entretanto fui ver quanto tempo vivem estes ágeis arautos dos céus: podem durar entre 3 a 8 anos... Imaginei que fomos vizinhos silenciosos alguns períodos, de chegada e de partida!







Cacela Velha que foi durante anos lugar de visita e declaração de amor pelas vistas mansas sobre o extremo da Ria Formosa. Ultimamente mais difícil lá ir, está pejada de carros nos parques selvagens aprazados sobre terras luminosas e antes arborizadas, de turistas nacionais e estrangeiros. 

Aldeia fortaleza do séc. XVI, habitada por gentes antigas, nomeadamente árabes, foi reconstruída após o terramoto de 1755. Conserva as ruazinhas e a maior parte das casas algarvias originais, certamente por ser declarada de "Interesse Público" desde 1996. Há até uma associação, a ADRIP, que organiza eventos e feiras regionais no largo do forte. 

Do lado sul, houve em tempos escavações de ruínas romanas, o que me parece ter sido interrompido. Mas notei, no caminho até lá, barbaridades de diversos cultivos e estufas, cometidas naquelas terras tão serenas e cheias de História.

 


Tuesday, 4 November 2025

Algarve 2012- 2ª fase IV - Monchique - Ferragudo

Rumo a Monchique, vila, com a ideia de subir da planície para a serra que é tão relevante naquela paisagem quase celestial.

 Palco privilegiado de andorinhas e flores
 

O monte com ferida aberta...
Na vila pouco se andou
Nas Termas de Monchique, lembrando mais de 40 anos atrás, as vezes que se ficava no Barlavento algarvio e se ia, naturalmente, às termas, um manancial de águas e pátios sombreados. Ali havia um lugar onde tinha bancos cá fora e se petiscava pão com chouriço




Ainda lá está, com roupagens mais chiques, no que servem e nos preços

Caminhos
A subir
Começou-se a ver a névoa ambulante a viajar pelos cumes e socalcos. A Serra de Monchique tem estas surpresas e faces diferentes.

 

Dali consegui vislumbrar a foz do Arade, Portimão e até Ferragudo, com a sua enseada e farol



E "à solta" andava o gado pacífico no nevoeiro. De uma vez, dia luminoso, encontrámos e falámos com um pastor que nos contou da miséria em que vivia, e dos hábitos de subir-descer a serra. Pedi licença para o fotografar: 1982!!!


Também me lembro que esta casa arruinada já teve vida e clientes: e havia frango assado, presunto, pão da serra...


Passando a Ria de Alvor e os seus caprichos espelhados
Ali acima passámos férias com amigos. Era a última e mais alta casa daquele caminho sem saída, com uma paisagem única. Nunca na vida julguei que se pudessem fazer mais casas naquele monte, mais acima dessa vivenda...

 Fui recuperar duas fotos antigas, desses inefáveis anos 80, a casa da colina

e as crianças que podíamos ver da varanda
 

A Praia Grande e os filhos de gente que conhecíamos e nos reconheceu. Eram os pequenos almoços mais maravilhosos das férias: sumo de laranja natural, pão saloio torrado, um livro, e olhar em frente: a doçura ondulante das ondas, os barcos de pesca e o alvoroço das gaivotas. Os filmes irrecuperáveis.

 

Ali adiante, na falésia, a Casa da Infanta, que agora é um turismo de luxo "real".

Quantas vezes se andou de um lado para o outro, na Praia Grande, rodeando as rochas, fintando a maré, descobrindo grutas, conchas e pedras. Algumas andarão por cá ainda.





Um lugar mágico e de muitas recordações.