Sunday, 25 January 2026

Coisas perto - Lisboa Jan. 2026 II

E, já agora, outro dos dias aproveitados nessa estadia de muitos pormenores que me ressaltam no pensamento. O calor da pequena família, a data dos sorrisos e lugares que, durante meses, tenho na "ideia". 

Fomos com M. & M.!!! ao MAAC, Museu de Arte Contemporânea Armando Martins, a propósito de um documentário que tínhamos visto há tempos. Daí ficar a conhecer as palavras e obras do Snr. Armando Martins e a história da sua colecção privada. Um homem de aparência afável, empresário do ramo imobiliário, que tem investido há décadas em arte, de acordo com os seus gostos heterogénios. Quadros e expressões artísticas desde o séc. XIX até aos contemporâneos. Ressalvando que comprou e reconstruiu primorosamente um palacete do séc. XVIII na Junqueira, também para um hotel de luxo, juntando-lhe ainda uma parte nova nas traseiras. Luxo-bom a que gostaria de aceder, por dentro, o que é visível pela decoração actual e as descrições que vi. São só 300 e tal euros por noite. Mas como a minha "actualização" de reforma foi de € 1,40, e julgo que lá o café será mais caro, só se for no próximo milénio!

Anyway, como gosto às vezes de dizer "qualquer caminho serve"... E o caminho da Arte é sempre um prazer.

A manhã dizia "sai" no horizonte limpo! 


A cascata em mármore

A leveza da escultura e uma oliveira

Os salões e corredores impecáveis onde o olhar escorrega

"As Três Graças" Sarah Afonso, 1930
Almada Negreiros, 1913

 

Um belíssimo quadro!


Um pintor delicado


Este quadro é tão, sei lá, apelativo, que me prendeu os olhos com pormenores

Não aguento, as horas chamam-me para outros deveres, hei-de voltar aqui para o resto da desfiada Beleza que me transformou a tarde! 

 

Friday, 23 January 2026

Coisas perto - Lisboa Jan. 2026 - I

Idas e vindas, há muito tempo que se queria ir à Torre do Tombo. Saber de nós e de outros. Os nossos perfis e os de amigos perseguidos pelo regime salazarento. Não é fácil, é preciso a gente inscrever-se, autenticar-se com inúmeros pormenores que me parecem exagerados. O cartão de cidadão e uma assinatura deviam bastar. Há cada vez mais instituições "a querer saber da gente" e de nós, os contactos e gostos, andam espalhados por todo o lado. E, pior ainda, em lugares onde a gente nem queria estar. Não são pormenores, isto: é uma devassa de vida. Para influenciar escolhas, para estatísticas, para as vendas, para saber de assuntos privados, informações cuja gravidade de utilização nem quero "imaginar"...

E depois, as surpresas: para uma ida, apenas, de Metro à Cidade Universitária gastou-se quase 6 euros, com o cartão MB que nos tinham aconselhado, na passagem das barreiras dos bilhetes. Eu pergunto se isto não é um roubo descarado! Ah... Moedas, são apenas alguns trocos...

Aconselhada por uma amiga, fomos inspecionar a estação e a beleza dos azulejos da nossa Helena  Vieira da Silva, e outros, que não tinha visto ao vivo 


Têm que ser "ela e ele", o casal de pintores tão amantes. Admiro muito este casal, em vida e expressões dos seu gostos.













A cadeira régia de D. Miguel

E aqui, uma arca cheia de segredos: pois são os acordos de Portugal e Espanha para entrar na CEE. Pergunto-me se alguém leu, se alguém viu com critério, os custos e os benefícios desta "coisa" imensa. Por um lado "abriu-se-nos" a Europa (alguma). Por outro tenho a certeza das falhas; e do muito dinheiro que veio e foi mal aplicada ou canalizado. Em 1985 reinavam as incertezas do bloco central e, a seguir, a cavacal figura imperou numa democracia enviesada, de que ainda hoje nos ressentimos.

Fui consultar a wiki e as informações sobre este enorme, luminoso e multidisciplinar (usa-se?) edifício. É mesmo um espanto que lá existam quilómetros de prateleiras com livros e arquivos desde o séc.IX!

A memória das acções e nações é tão importante e mal se dá por ela. Foi prazeiroso andar por ali, entre uma arquitectura moderna e airosa, os departamentos variados, algumas antiguidades bem enquadradas. E no fim, um pequeno bar onde comemos uma refeição ligeira e muito boa.

Aquisições para pensar alargado. 


Tuesday, 20 January 2026

Coisas perto - Lisboa Jan. 2026

Como são soltas, as ideias surgem em qualquer ocasião! 

Tenho andado a coligir aqui memórias antigas, de férias e lugares, mas vou muito atrasada... Assim, neste intervalo, aparecem saídas que me impressionam, pela companhia e pelos lugares desconhecidos. Vistos com outras pessoas, saberes, algumas paisagens que nunca vi ao perto.

Em Lisboa, fomos para a outra margem almoçar e passear, Caparica atravessada e a Mata dos Medos.

Uma Reserva Natural integrada na Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica. No séc. XVIII o rei D. João V mandou plantar o lugar para o proteger das dunas de areia que o vento ali formava (medos ou médanos). Lembrei o D. Dinis: e pode-se dizer que alguns dos nossos reis eram bem iluminados e se preocupavam com o Futuro!

Lisboa, de manhã


E a chegada, junto à Praia do Pescador

 

Ali notei uma construção acastelada que muito me deu que pensar. Fosse mais nova e metia-me pelos arbustos adiante! Mais perto e na duna, fui ver um enorme tronco ali posto como uma escultura. Lindo, comido pelos ventos e ares, não me importava de o ter num jardim,


A praia é longa, longa e muito bela. o mar bravo mas preguiçoso, fiquei admirada de ver tanta gente, na praia e nas esplanadas perto.

 E a noite a acabar em Lisboa



Um belo lugar, que todo aqui não cabe; e um belo dia!