Quando se descobriu um caminho rural alcatroado para Espanha, vazio e longo entre planícies, nunca mais quisemos outro.
Idas e vindas:
Pelo caminho, e ao longe, vacarias ou seja, "tourarias"!
E chegando a Cilleros, a pouco quilómetros, igreja e adro com palmeiras e um altar para missa ao ar livre,
largo arejado e a Serra da Gata ao fundo
Para Alcântara, confluência entre o rio Tejo e rio Alagón. Mas antes da povoação, ver Al-Kantara, a ponte romana sobre o Tejo, de 71 metros de altura, uma das pontes romanas mais importantes do mundo. Foi iniciada na época do imperador Trajano séc II d.C., e possui de um lado uma fortificação provavelmente de vigilância, do outro um belo Arco do Triunfo e templo na cabeceira, com placa antiga em latim, com os dizeres próprios da sua fundação. Foi construída por Cayo Júlio Lácer. Atravessando-a a pé é senti-la imponente e robusta nos seus dois mil anos!
Tendo-a mirado do lado de Portugal e Espanha, confesso que me era desconhecida, completamente.
E Alcântara, bem bonita e calma, com o seu convento de S. Bento séc. XVI, recuperado, um largo arborizado cheio de sons dos pássaros,
com um anfiteatro para representações
Igreja paroquial de Santa Maria de Almocovar e estátua de S. Pedro.
Thursday, 30 August 2018
Wednesday, 29 August 2018
Termas de Monfortinho 2005 - 5 Castelo Branco
Sobre Castelo Branco, que durante anos e anos foi apenas um nome longínquo para mim, apetece-me imediatamente citar o poeta João Ruiz de Castelo Branco (séc. XVI), fidalgo da casa real de D. Manuel, e o seu belo poema, encontrado, mais uma vez, na "Viagem a Portugal", de José Saramago:
"Senhora, partem tão tristes
meus olhos, por vós, meu bem
que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém
Tão cansados, tão chorosos
tão doentes da partida
da morte mais desejosos
cem mil vezes que da vida"
Como cada vez me é mais difícil escolher separadamente os temas/fotografias, aqui ficam "um monte" deles e delas, com apenas alguns pormenores que fui recolhendo e lembrando:
Pelourinho e vista de Jardim Municipal
Jardins do Paço episcopal, arte barroca do séc. XVIII com a sumptuosa graça das suas estátuas e ornamentos mas que fica bem entre verdes, escadarias, painéis de azulejos, recantos
A graça que encontrei a esta sucessão de reis de Portugal, vendo a estátua de Filipe I mais pequenito...!!!
Vista dos jardins para o Museu de Francisco Proença Tavares Junior, jovem estudioso que juntou e catalogou os achados de arte rupestre, sepulturas paleolítica, pedras funerárias com inscrições romanas, pinturas quinhentistas, tapeçarias flamengas...
continuação pelos jardins do "bispado e Cª."
As colchas típicas do bordado de Castelo Branco (tradição de meados séc. XVI), normalmente relacionado com a natureza, lar, árvore da vida. Perguntado por uma ou duas peças que levava na ideia (colcha da árvore da vida e estatueta romana de azinho) o novel empregado, mais guardador de malvadezas que cicerone, disse que desde que lá estava, nunca viu, só se estavam guardadas...
Escola de aprendizagem do bordado onde se trabalhava e eu, bem contente, a conversar sobre os motivos florais que iam surgindo
Uma delícia, a exposição!
Bem, passarei imediatamente para a Sé, mole imensa, dedicada a S. Miguel que, na porta principal lanceava os demónios de porte imperturbável. Quantos já vi mas esta estátua é muito linda e de ar bem inocente!
Na porta lateral, brasão do bispo D. Vicente, uma obra que diz bastante sobre a sua (i)modéstia... e imponência, ano 1814.
Finalmente, o castelo, mais um, na rota dos Templários
Saindo para outras "paragens" que ver tudo em pormenor é impossível!
"Senhora, partem tão tristes
meus olhos, por vós, meu bem
que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém
Tão cansados, tão chorosos
tão doentes da partida
da morte mais desejosos
cem mil vezes que da vida"
Como cada vez me é mais difícil escolher separadamente os temas/fotografias, aqui ficam "um monte" deles e delas, com apenas alguns pormenores que fui recolhendo e lembrando:
Pelourinho e vista de Jardim Municipal
Jardins do Paço episcopal, arte barroca do séc. XVIII com a sumptuosa graça das suas estátuas e ornamentos mas que fica bem entre verdes, escadarias, painéis de azulejos, recantos
A graça que encontrei a esta sucessão de reis de Portugal, vendo a estátua de Filipe I mais pequenito...!!!
Vista dos jardins para o Museu de Francisco Proença Tavares Junior, jovem estudioso que juntou e catalogou os achados de arte rupestre, sepulturas paleolítica, pedras funerárias com inscrições romanas, pinturas quinhentistas, tapeçarias flamengas...
continuação pelos jardins do "bispado e Cª."
As colchas típicas do bordado de Castelo Branco (tradição de meados séc. XVI), normalmente relacionado com a natureza, lar, árvore da vida. Perguntado por uma ou duas peças que levava na ideia (colcha da árvore da vida e estatueta romana de azinho) o novel empregado, mais guardador de malvadezas que cicerone, disse que desde que lá estava, nunca viu, só se estavam guardadas...
Escola de aprendizagem do bordado onde se trabalhava e eu, bem contente, a conversar sobre os motivos florais que iam surgindo
Uma delícia, a exposição!
Bem, passarei imediatamente para a Sé, mole imensa, dedicada a S. Miguel que, na porta principal lanceava os demónios de porte imperturbável. Quantos já vi mas esta estátua é muito linda e de ar bem inocente!
Na porta lateral, brasão do bispo D. Vicente, uma obra que diz bastante sobre a sua (i)modéstia... e imponência, ano 1814.
Finalmente, o castelo, mais um, na rota dos Templários
Saindo para outras "paragens" que ver tudo em pormenor é impossível!
Subscribe to:
Posts (Atom)
























































