... mais algumas!
Todos estes anos - há muitos, via-as de longe, muito pequena e... e...
"Tu não te esqueças - ou lembras? - da camélia delicada
que é tão bonita mas não cheira a nada"
Canção "Feia", anos 50, cuja letra ainda anda aos bocados na minha cabeça e me faz lembrar Maria de Lourdes Resende (nasceu no Barreiro, em 1927, tem agora 92 anos!)
Passarei os olhos e as lembranças pelas derradeiras camélias de 2019.
Um lago e um labirinto delas
São tão diferentes, tão bonitas, em botão ou já com o tom esvaído do último tempo!
Vejo-vos para o ano?
Tuesday, 26 March 2019
Camélias I - Contar pelos dedos
... coisas soltas. Dei por mim a ver a data de Janeiro e a olhar-me observando vacas de S. Miguel, por sua vez antigas de vários anos!
Demasiado tempo com "outros" e pouco tempo comigo, aquilo que gosto, as fotografias, as palavras. Sem seguimento nem seguidores: apenas apontamentos dos meus últimos anos.
Já a caneta ou o lápis escrevem mal no papel a minha letra, barafustam e tropeçam as sílabas. Hoje ia a escrever encontraram e desaparecia o desenho do n, perdia-se o r, corrigi um bocado envergonhada de abandonar assim a escrita, esquecer os predicados e os adjectivos, os sinónimos, os antónimos, os parónimos.
Junto, como sílabas de amor, as camélias de Celorico de Basto 2019 que não cabiam no bettips, as camélias mais íntimas.
Exceptuando uma ou duas passagens na "rotunda do leão", foram as flores do Inverno que colhi no olhar deste ano.
Infelizmente, em nome dos "automóveis" e do progresso, três cameleiras que estavam aqui à porta e tinham apenas 3 ou 4 anos, foram arrancadas. Pequenas eram mas cresciam cada ano. Agora cresce cimento e lixo.
Demasiado tempo com "outros" e pouco tempo comigo, aquilo que gosto, as fotografias, as palavras. Sem seguimento nem seguidores: apenas apontamentos dos meus últimos anos.
Já a caneta ou o lápis escrevem mal no papel a minha letra, barafustam e tropeçam as sílabas. Hoje ia a escrever encontraram e desaparecia o desenho do n, perdia-se o r, corrigi um bocado envergonhada de abandonar assim a escrita, esquecer os predicados e os adjectivos, os sinónimos, os antónimos, os parónimos.
Junto, como sílabas de amor, as camélias de Celorico de Basto 2019 que não cabiam no bettips, as camélias mais íntimas.
Exceptuando uma ou duas passagens na "rotunda do leão", foram as flores do Inverno que colhi no olhar deste ano.
Infelizmente, em nome dos "automóveis" e do progresso, três cameleiras que estavam aqui à porta e tinham apenas 3 ou 4 anos, foram arrancadas. Pequenas eram mas cresciam cada ano. Agora cresce cimento e lixo.
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Camélias I C.Basto 3.2019
Saturday, 19 January 2019
Açores - S. Miguel 10
Vacas: não sabia por que lugares tinha visto, nas viagens de todos os dias, aqui e ali, as vacas na estrada.
Volta: o pessoal tinha bailado à noite, pareciam condenados a divertir-se, a gozar, à hora. O despertar foi às 5.15h da manhã... com o pequeno almoço dos estremunhados. De novo pelas curvas, até ao aeroporto. Manhã cedo e mar de nuvens,
e duas horas depois, as faces da minha terra
Já por cá, nas minhas andanças, encontrei uma referência ao padre (Dr.) Gaspar Frutuoso. Escreveu 6 livros de crónicas, nos finais do séc. XVI. Originais sujeitos a vários acontecimentos, ora desaparecidos, ora nas mãos de particulares. Conservam-se agora na Biblioteca Pública e Arquivo de Ponta Delgada, tendo sido estudados e posteriormente editados. Um manuscrito de 6 volumes, com a descrição e apontamentos sobre fauna, flora, gentes e hábitos, de todas as ilhas da Macaronésia: Açores, Madeira, Canárias e mesmo Cabo Verde...
Chama-se "Saudades da Terra". E retirado do google, aqui transcrevo uma parte de um dos livros sobre S. Miguel, que achei particularmente bonita e esclarecedora.
***
"DE UNS QUEIXUMES QUE FAZ A VERDADE, ESTANDO SOLITÁRIA EM UMA SERRA DA ILHA DE S. MIGUEL
Engeitada nasci no Mundo, triste, sem ventura, e logo de pequena comecei ser desestimada por esta tacha.
...
***
E eu dizendo e pensando:
Donde, nada de novo à face da terra, pois há já mais de 500 anos que a Verdade se queixava de maus tratos!
Volta: o pessoal tinha bailado à noite, pareciam condenados a divertir-se, a gozar, à hora. O despertar foi às 5.15h da manhã... com o pequeno almoço dos estremunhados. De novo pelas curvas, até ao aeroporto. Manhã cedo e mar de nuvens,
e duas horas depois, as faces da minha terra
Já por cá, nas minhas andanças, encontrei uma referência ao padre (Dr.) Gaspar Frutuoso. Escreveu 6 livros de crónicas, nos finais do séc. XVI. Originais sujeitos a vários acontecimentos, ora desaparecidos, ora nas mãos de particulares. Conservam-se agora na Biblioteca Pública e Arquivo de Ponta Delgada, tendo sido estudados e posteriormente editados. Um manuscrito de 6 volumes, com a descrição e apontamentos sobre fauna, flora, gentes e hábitos, de todas as ilhas da Macaronésia: Açores, Madeira, Canárias e mesmo Cabo Verde...
Chama-se "Saudades da Terra". E retirado do google, aqui transcrevo uma parte de um dos livros sobre S. Miguel, que achei particularmente bonita e esclarecedora.
***
"DE UNS QUEIXUMES QUE FAZ A VERDADE, ESTANDO SOLITÁRIA EM UMA SERRA DA ILHA DE S. MIGUEL
Engeitada nasci no Mundo, triste, sem ventura, e logo de pequena comecei ser desestimada por esta tacha.
...
Não entendo a linguagem das gentes, nem me entendem.
Ouço tantos vasconços disfraçados, vejo disfraces novos vasconçados;
sendo eu tão clara, fico obscura e triste.
Nos
desertos trajos brancos e a boca aberta trago, mas, se a povoado vou,
doutra cor me visto; cadeado mourisco que por dentro fecha os beiços
nela levo, com silêncio dissimulando falas e obras mentirosas, que, se
as reprendesse muito mais do que agora sou perseguida fora."***
E eu dizendo e pensando:
Donde, nada de novo à face da terra, pois há já mais de 500 anos que a Verdade se queixava de maus tratos!
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S. Miguel 10 4-2006
Açores - S. Miguel 9 - Ribeira Grande
Parámos bem no centro da Ribeira Grande, eu com vontade (e apontamento) para ver a Igreja de Nª Sª da Estrela, ao cimo de uma escadaria. Fechada. Toca a andar para o ali ao lado chamado centro histórico. Muitos ficaram parados sentados nos muros, pediam para tirar fotografias, ora este, ora aquele. Lá fui eu, descendo até ao mar, seguindo a ribeira, entre flores e muros pretos. Havia sol radiante.
Anteriormente ermida, a Igreja do Espírito Santo, séc. XVI, pequena mas imponente, que li tinha retábulos e painéis da época: fechada também, portanto
Edifício da Câmara Municipal, muito elegante
A tal Igreja de Nª Sª da Estrela, séc. XVI com várias reconstruções posteriores
Pelas voltas
jardim aprazível, árvores de cabeleira
As maravilhosas estrelícias, conhecidas com propriedade pelo nome ave-do-paraíso
Mesmo à beira mar, a Ponte dos 8 Arcos e a Ribeira (não lhe encontrei o nome!) com os seus efeitos de quedas de água
Um lugar bonito, bem arranjado
E vamos indo...
Anteriormente ermida, a Igreja do Espírito Santo, séc. XVI, pequena mas imponente, que li tinha retábulos e painéis da época: fechada também, portanto
Edifício da Câmara Municipal, muito elegante
A tal Igreja de Nª Sª da Estrela, séc. XVI com várias reconstruções posteriores
Pelas voltas
jardim aprazível, árvores de cabeleira
As maravilhosas estrelícias, conhecidas com propriedade pelo nome ave-do-paraíso
Mesmo à beira mar, a Ponte dos 8 Arcos e a Ribeira (não lhe encontrei o nome!) com os seus efeitos de quedas de água
Um lugar bonito, bem arranjado
E vamos indo...
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S. Miguel 9 4-2006
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