Saturday, 24 August 2024

Férias Algarve Set 2011 - XX - Surtida a Espanha

Este não foi um "ataque"... mas uma surtida/saída determinada para ver o Mosteiro de Santa Maria de La Rábida, séc. XIV-XV. Muito que ver pelo caminho! 

Passagem por Huelva, direitos a Palos de La Frontera, terra de onde saiu Cristovão Colombo em 1492, para conquistar as Américas. Cidade considerada "Cuna", ou seja "berço" dos Descobrimentos. A verificar os caminhos e algumas das pessoas envolvidas. Não olvidadas que ali os espanhóis têm uma enorme vaidade em mostrar as origens das suas conquistas, nomeadamente dos navegantes que nessa região foram escolhidas para tripulação das caravelas: La Pinta, La Niña e a Santa Maria.

Este é o monumento a Martin Alonso Pizón, um dos dois irmãos Pizón, naturais de Palos, que acompanhou o Senhor Colombo pela América Central e Caraíbas. Uma praceta bonita. Moroso destrinçar cada qual e cada quê. Limito-me a alguns apontamentos.




Muitas das paredes das casas têm azulejos e notícias da religiosidade daquelas gentes. As várias "nossas senhoras" e "santíssimos" são enfeitados de ouros, pedras e demais brilhos. Sorriem pouco.

 


Sempre notei, desde a primeira vez que fui a Espanha: os azulejos vistos de baixo, da rua, das varandas e "elas" próprias.


A evidência da evangelização cristã no mundo pagão... Interessante encontrar nomes e destinos
Desanuviando de tanto catecismo!
Igreja de S. Jorge Mártir



Esta (única) fotografia que tenho lembrou-me a conversa que tivemos com um residente que nos contou algo de muito característico daquela zona. Muitos dos lavradores e trabalhadores dali, dedicaram-se ao estabelecimento e ao cultivo de morangos (inúmeras estufas, ali algumas vistas ao longe), e abandonaram os outros trabalhos da terra: assim enriqueceram! O homem falava disto com uma certa mágoa...

O que vemos, agora, também aqui, com a mesma mágoa. Esgotar a terra, ganhar dinheiro. Sei, li, que a zona era há milhares de anos, um pomar com árvores de fruto e muitas oliveiras.

 

Saturday, 17 August 2024

Da Pintura III

Há mais. Vá lá que não vi os 550 quadros, 2.000 aguarelas e 30.000 desenhos que Turner produziu e se encontram espalhadas pelo mundo... Em breves trechos da minha vida pictórica, utilizei a aguarela para "tentar" a espontaneidade dele. E a menina diz agora com graça, quando voltamos às águas e às técnicas de colar um papel numa prancheta: "primeiro as grandes superfícies".













O gosto de encontrar o seu livro de apontamentos! Com ideias que lhe iam surgindo, é admirável que ali esteja e o tenha visto 200 anos depois, na exposição da National Gallery

com algumas aguarelas e esboços, algumas apenas simples folhas de papel, de formas indefinidas







Tão bonito e inesquecível esse passeio pelo Museu!

(mas, para mim, qual não o é? Já sei: o Museu Picasso, em Paris. Tão heterogénio que, a certa altura, me cansou)

 

 


Da Pintura II

Continuando a minha viagem por Turner, tal os "Quadros de uma Exposição", de Mussorgsky. Cada paragem uma nota de música na orquestra dos tons.





 

Abro aqui um ENORME parênteses: o quadro abaixo é o "Liverpool Quay by Moonlight", de Atkinson Grimshaw, 1887. Realmente pareceu-me diferente dos temas e luz usados por Turner mas como vi tanta coisa... Troquei estranhezas com M. (parecia um porto, mastros e os anúncios são em inglês) e deu-me para perguntar directamente por e-mail à Tate Britain. A resposta veio em menos de 24h com a informação. Uma bela e completa resposta com ligações para os trabalhos deste pintor que desconhecia. Colaboradores atentos e gente que sabe o que está a fazer, estas são as pessoas que admiro. E é destas coisas e pessoas de quem eu tenho imensas saudades...

Continuando










Será que andei à volta e, ora de um lado ora de outro, repeti os quadros?

Nunca o saberei porque apenas "ia" e nunca pensei sistematizá-los agora por ordem em fotografias num blog!