Thursday, 9 August 2018

Montesinho V - Miranda do Douro

Tempo de andar com vagar pelas ruas, com a atenção presa aos pormenores graníticos das casas, desenhos e gárgulas, antigas estalagens e outras (que reveria em casa para perceber melhor...).
Lembrando que se diz da "terra quente transmontana": nove meses de Inverno e três de inferno.









Observar as margens abruptas do rio, maravilhar-me com as formas das pedras, as cores diversas à medida que o sol desce.
















Rio de mistério, de azul, de verde, de escuro.
E partindo em perseguição do sol, o oeste que só alcançámos à noite.

Ainda tempo para ver de longe as ruínas do Castelo de Outeiro


virada ao poente, a Igreja do Outeiro - ou Basílica do Santo Cristo do Outeiro, séc. XVII, a única basílica existente numa aldeia, lugar de peregrinação, elegante de proporções e por sinal (vi depois) preciosa no seu interior.

Murça escurecida, ruas quietas.

Montesinho IV - Miranda do Douro

Ir mais além... mirar o Douro quando serve de fronteira em Miranda dele, e se inicia o Parque Natural do Douro Internacional, enquanto é o rio que separa os dois países.



Já não é possível relembrar todos os lugares por onde se passou, sempre que possível parava-se para ver a paisagem,

ou deixar passar quem guiava os rebanhos, saudando e sorrindo. Quantas vezes parando para falar com as pessoas solitárias, o que os faz andar quilómetros com os seus bichos, conhecendo-os pelo nome, agrupando-os quando se espalham... que vida de sobrevivência levam?
Um vislumbre dos enormes rochedos e penedias que se iriam ver mais perto,  detalhadamente

Castelo em ruínas edificado no tempo de D. Dinis


e ruas, pormenores 


o traje tradicional aqui em estátuas muito "formosas" no centro da cidade


Catedral, perto e longe


A interessante escrita mirandesa que se encontra em placas de ruas e outros, a lhéngua mirandés que é desde 1999 reconhecida como 2ª língua oficial portuguesa, uma mistura de asturo-leonês que vem ainda antes do nascimento da nacionalidade.



Lembrei-me (agora) ao ver as fotografias: as amendoeiras em flor, um motivo para ir que nos chamava há tanto tempo!



Antigo Paço Episcopal séc. XVII, inacabado



Um espaço muito bonito


São um delírio de leveza as árvores entre aquelas pedras escuras!