Thursday, 5 January 2017

Menorca III

Ficar num "resort", para quem tanto gosta de VER, não é "destinação" que me entusiasme. A ilha é muito diversificada mas pequena, daí que com um pequeno carro se atravesse em poucas horas.
Rumo, pois, à antiga capital até ao séc. XVII, a Ciutadella, no extremo mais ocidental e por isso, viajando por toda a ilha em longitude. Ao recordar que os ingleses dominaram a ilha durante 200 anos, estabelecendo a capital mais a sul, em Mahón, um óptimo porto natural em pleno Mediterrâneo, encontram-se facilmente os traços e nomes antiga "da colónia". Iria notá-los na arquitectura e até numa certa forma de estar, mais calma e organizada que a espanhola.




(fico aqui, inacabada, porque se desvendarão olhos)


Tuesday, 20 December 2016

Menorca II

Planos alinhavados para espreitar a ilha, no possível. Reserva da Biosfera da Unesco desde 1993, possui uma diversidade de paisagens deslumbrante. E as cores, as pedras com as cores e as tonalidades daquele mar...
Espreitando, à luz da manhã, a Cala de Rafalet e as grutas, ali tão perto. Não me atrevi a descer.

Para sul, Praia de Punta Prima e ao longe o ilhéu e o farol "del Aire". E como a praia era tão agradável, algo extensa, de rochedos e de recantos, por ali se ficou uns tempos, água e sol.


Li uma informação na entrada da praia sobre as algas "possidónias", estas que aqui flutuam na transparência: são algas que garantem e mostram a pureza do ambiente marinho.

Algumas antigas cabanas de pescadores, vi-as aproveitadas mais adiante para "casas de praia".


Seguindo a costa sul, Calla de Biniancolla, uma gravação e filmagem com um carro antigo


A Torre de Son Ganxo a dominar a paisagem


A vontade de ir, ver os caminhos, as casas ali, do lado do mar...

Calla de Binibeca
E a povoação-aldeia Binibeca, onde as portas enormes seriam para guardar os barcos



Para subir e descer entre brancuras e brilhos
As ilhotas ao longe





E quem? quem olhará a paisagem daquela casa na colina, virada a poente?

Monday, 19 December 2016

Verdadeiro Mare Nostrum

Pouco conheço dele, umas pinceladas azuis pelos passeios no sul de Espanha, umas olhadelas azuis em Barcelona: uns azuis imaginados mais que vividos.
Do Mar Mediterrâneo tenho acompanhado os recentes horrores. Confesso que os lembrei neste passeio relâmpago. Teria sido há décadas imaginado como um sonho mas nunca conseguido: Ibiza, Malta, Chipre, Sardenha, as ilhas gregas. Hoje dificilmente o dissocio das imagens terríveis dos mortos, dos que fogem aos conflitos do Médio Oriente e por ali ficam.
Mas a vida sobrepõe-se(me), tinha eu no pensamento recuado a harmonia das lembranças da Antiguidade, as guerras mas sobretudo, e também, as vigorosas civilizações, entre a Europa e a África. Trazia há muito comigo e sempre, um sopro de Itália, de Grécia, de ilhas, de travessias, nas memórias afectivas, um misto de derrotas e vitórias e um mar "caseiro" que tantas diferenças (re)liga.
Li sobre as correntes sobrepostas que mostram o cordão umbilical deste mar interior ao poderoso Atlântico, no estreito de Gibraltar. Hei-de retomar "este cordão" que é olhar para lá dele, o fascínio de África, tão perto.
Desta vez, um convite inesperado e irrecusável, de família, transportou-nos atravessando a terra-parte da Península Ibérica até Barcelona, e daí para sul-mar.



À vista de Barcelona, pensamento que vôa. Que décadas, que ruas?

Um lugar decente, um pátio "mui largo" para fumadores.

E voltando ao ar, ao olhar.

Começando a ver a ilha, Menorca.

Adivinhando as rochas caindo abruptas, estendendo-se como muralhas no mar.
E é verdade: tirando o desconforto dos tempos de espera nos e entre os aeroportos, voar é mesmo o que gosto!
A voar desde manhã cedo... chega-se ao alojamento ainda a tempo do dia se desdobrar.

O aldeamento fez-me lembrar Tenerife, os grupos familiares e rubicundos do Norte da Europa, as crianças de tez clara, as bebidas a toda a hora, um certo ruído de muita gente junta e (demasiado) barulhenta. Ainda nem sabia das noites "de animação" mas calculei que assim fosse.

Cala, que é como quem diz, uma pequena baía encravada na rocha, de seu nome Rafalet, ali ao lado.



A noite e o jantar no Porto Es Castell,
onde vi as elegantes Avarcas, as sandálias que usavam os agricultores e que a moda aproveitou. Lembrei-me de ter lido que antigamente a sola era feita de borracha de pneus, cortada à mão. Algures nas terras de Penha Garcia, uma velhinha me contou que eram tão pobres que usavam "albarcos". Presumo ter a mesma origem, tal como as "chancas" ou os "socos" que ainda vi usar no meu tempo de menina: precisamente: os pobres.

Mas é claro que eu sempre gostei de sandálias com atilhos nas pernas... como gregos e romanos???
E o mundo é uma roda!