Saímos para uma cooperativa, dedicada aos licores, compotas e bordados, subindo pela Lomba do Alcaide. Dali, observar a vila e os seus mosaicos. As delicadas camélias e as silenciosas vacas em puro equilíbrio instável.
No "catálogo" constava a ida às Furnas. O passeio nas margens da Lagoa, a beleza estonteante do lugar, um parque cuidado, a subida para a Lagoa das Furnas, assim vão (começar a) esgotar-se os meus superlativos sobre uma ilha tão cheia de encantos.
Algures na paisagem da lagoa, há uma igreja de Nª Sª das Vitórias, uma pequena maravilha. Foi mandada edificar por José do Canto em 1886, em promessa por uma doença de sua mulher. Estará vislumbrada em alguma fotografia, gostava muito de a ter visto/visitado.
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Ah... recuperei-a agora, nestas andanças de fotos fora do lugar (eram rolos e está tudo misturado): aqui se vê, mal, uma construção escura, na margem e a meio da paisagem
***, continuando o dia das camélias, azáleas e fumarolas...
O respectivo almoço de cozido ao vapor, ao calor, de carnes tradicional, feito em panelas fechadas e enterradas na terra quente. É na verdade um espanto...
O enxofre e a respiração da terra borbulhante que nos faz sentir que somos "nada", que não sabemos "nada"
Dizem: 22 qualidades de água, dita de prata, com ferrugem, com piquinhos, amarga, com enxofre...
A subida, o horizonte de cores e a descida para e da Lagoa das Furnas, miradouro do Pico do Ferro
As lendas que nos perseguem. Da aldeia submersa e dos seus alegres habitantes.
Do cozido reza a história que "era com todos" os ingredientes, uma delícia. Mas as pessoas, "os todos", estragam sempre as coisas: uma busca pelos melhores lugares, os melhores bocados. Um coronel reformado que se assenhorava como um furão dos pedaços melhores, senhoras de cabelos pintados e riso fácil, com os seus olhos de pegas. Parecia, e sempre pareceu durante os passeios e refeições, que era gente que passava fome, que queria comer de acordo com o que pagaram (mais do que). Nestas viagens de grupo é espantoso verificar a ganância, o egoísmo, a deseducação, a sofreguidão.
Ainda um pouco de passeio pela povoação
Por mais espantoso que pareça, nesta excursão encontrámos gente conhecida, um antigo empregado de café onde íamos muito, uma enfermeira que morou a dois passos de mim, no Carregal, uma antiga vizinha de Gaia que conhecia a família... E todos desfiam vidas e acontecimentos, feitos e factos, as coisas que MENOS me importam quando ando solta na Natureza.


















2 comments:
Eu também passei pela mesma sofreguidão de quem me rodeava. Mas é mesmo confessado pelas pessoas que pagaram, portanto... E quando nos sítios, em vez de trocarem impressões sobre o que estão naquele momento a ver e a sentir, só falam das super viagens que fizeram? Ui, isso é um desatino frustrante. E até nem sei se é verdade, se calhar nem foram ou regressaram frustrados com as comidinhas...
É dar pérolas a porcos... E ainda por cima eu que encontro parecenças com animais nas feições das pessoas, ajusta-se bem a tal frase das pérolas. E são tão ridículas algumas pessoas... No total sentido da palavra, claro, de tão insignificantes que são provocam o riso.
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