Friday, 30 January 2026

Algarve 2ªfase - O regresso

Horas de dizer adeus às praias e às meninas andorinhas novas, já crescidinhas


 às cabras que atravessam estradas pacificamente

Olhar de longe Mértola

 

E a mania continuada que tenho de tirar fotos em andamento, para nada, para os campos esboçados na paisagem


Paragem nas Minas de S. Domingos e a sua praia fluvial

Desde há anos (2001) que paramos em Serpa e gostamos muito deste lugar (que era pensão e se tornou hotel, mesmo assim acessível) e gostamos da casa térrea, da singeleza das instalações, da decoração; e é claro, das pessoas com quem falamos. Aspectos interessantes: o dono é de Braga, o filho, quando o conhecemos era pequeno, entretanto casou e tem uma criança, as galinhas que andam pelo quintal deles mesmo ao lado nunca são mortas para comer, apenas andam por ali!

 

Dia de passear, é uma terra amena. Eu, que gosto tanto de "mar", adoro aqueles campos!



Andar à volta das oliveiras que têm mais de 2 mil anos. Sabe-se que foram transplantadas de herdades nos anos 50/60 para ali todos as vermos. Encantada com as formas incríveis e a vivacidade das folhas.

Acho que foi a primeira vez ali que fomos petiscar, a um lugar onde vão as pessoas da terra. O Lebrinha. Sempre cheio, comemos de pé e em cima de uma arca de gelados...

O Jardim Municipal, pequeno mas impecável, belo, sossegado

Devo ter fotografias de tudo nesta terra especial, estas são de Junho 2012


 

A seguir ao alojamento, o caminho em direção ao Guadiana sempre me encantou. A primeira vez que fomos ao Pulo do Lobo, o carro que tínhamos nessa altura, patinou na lama do caminho rudimentar e apanhamos um susto. Também apanhamos uma caloraça, a descer, e a subir, para o rio que passa num desfiladeiro lá abaixo!




O casal solitário como que se ampara no campo deserto.

 


Monday, 26 January 2026

Coisas perto - Lx Jan 2026 - III

Continuo a andar pela colecção particular, pública agora, do MACAM. 

É claro que muitos pintores conheço somente "de vista", outros não. E foi surpreendente encontrar mais e mais, quadros de uma beleza perfeita, para os meus gostos. Preferi ver a exposição permanente. Recordo-a, ainda.

Este quadro tem pormenores encantadores - apetece ficar a vê-los um a um - e uma luz que nos trespassa





Este quadro "A Mulher da Laranja" é de 1913. Ouvi que era o quadro preferido do coleccionador, que para ele representa tudo de Lisboa. Interessei-me em ver-lhe os pormenores e sim, concordo com o gosto, a representação de símbolos da cidade, a luz que emana, o que me remete o pensamento para o Mediterrâneo.

 

Gosto das geometrias de Manuel Cargaleiro


 

Maria Helena Vieira da Silva, num Maio que ela "sonhou" em 1968


Outras formas, outras cores



 

E fiquei muito quieta a olhar esta simplicidade





Já na saída, o fim da tarde, a dádiva das mãos


Muitas coisas haveria a dizer, o essencial está na wikipédia e outras informações no próprio Museu. Aqui dei asa larga aos sentimentos.

 

Sunday, 25 January 2026

Coisas perto - Lisboa Jan. 2026 II

E, já agora, outro dos dias aproveitados nessa estadia de muitos pormenores que me ressaltam no pensamento. O calor da pequena família, a data dos sorrisos e lugares que, durante meses, tenho na "ideia". 

Fomos com M. & M.!!! ao MAAC, Museu de Arte Contemporânea Armando Martins, a propósito de um documentário que tínhamos visto há tempos. Daí ficar a conhecer as palavras e obras do Snr. Armando Martins e a história da sua colecção privada. Um homem de aparência afável, empresário do ramo imobiliário, que tem investido há décadas em arte, de acordo com os seus gostos heterogénios. Quadros e expressões artísticas desde o séc. XIX até aos contemporâneos. Ressalvando que comprou e reconstruiu primorosamente um palacete do séc. XVIII na Junqueira, também para um hotel de luxo, juntando-lhe ainda uma parte nova nas traseiras. Luxo-bom a que gostaria de aceder, por dentro, o que é visível pela decoração actual e as descrições que vi. São só 300 e tal euros por noite. Mas como a minha "actualização" de reforma foi de € 1,40, e julgo que lá o café será mais caro, só se for no próximo milénio!

Anyway, como gosto às vezes de dizer "qualquer caminho serve"... E o caminho da Arte é sempre um prazer.

A manhã dizia "sai" no horizonte limpo! 


A cascata em mármore

A leveza da escultura e uma oliveira

Os salões e corredores impecáveis onde o olhar escorrega

"As Três Graças" Sarah Afonso, 1930
Almada Negreiros, 1913

 

Um belíssimo quadro!


Um pintor delicado


Este quadro é tão, sei lá, apelativo, que me prendeu os olhos com pormenores

Não aguento, as horas chamam-me para outros deveres, hei-de voltar aqui para o resto da desfiada Beleza que me transformou a tarde!