Wednesday, 19 July 2017

Voltar a Sevilha - 3

Da Catedral imensa se diz ser a 3ª maior do mundo católico (construída sobre uma antiga mesquita e inaugurada em 1528?), o que faz jus à enorme influência da religião católica em Espanha e a magnificência que lhe veio dos descobrimentos, nomeadamente as várias "Américas". Ao lado, o que não pude ver bem, nem na altura me apercebi (mas deverá estar por aí algures nas fotografias), encontra-se o edifício do Arquivo Geral das Índias, inaugurado em 1785 para reunir todo o acervo histórico das viagens espanholas, com milhares de documentos, mapas, livros.
Entretanto, a multidão para bilhetes e entradas não me animou, nem tinha especial curiosidade em (mais) uma catedral. Entrámos pelo lado, uma parte menor que estava aberta e fomos percorrendo o edifício a toda a volta. Com aspectos muitos belos.
 




A Giralda, torre que se vê de longe e tem nitidamente características árabes








Fascinam-me estes batentes (e outros) gravados em minúsculas formas e caracteres
Aí vão elas, cores garridas e esvoaçantes, iriam dançar dali a pouco, num dos largos junto da catedral




Impossível ver tudo... irei deter-me nos pormenores das ruas mais que nos santos!


Voltar a Sevilha - 2

Apesar do tempo acalorado, Sevilha tem a frescura lânguida que (eu penso) os árabes descobriram em Andaluzia. E por isso lhe plantaram jardins e águas e pátios.
As pessoas vivem alegremente, depois da sesta, na rua, nos mercados, nas esplanadas. Sempre me espantou a alegria extrovertida dos espanhóis, as falas em alta voz, as mulheres muito arranjadas de cores fortes e pintadas, como se sair de casa fosse sempre uma festa.
Passando pelos pavilhões da Expo 92, agora integrados e recuperados na cidade.



O rio Guadalquivir


Parte dos pavilhões na Isla Mágica (e este parece-me mesmo o que era o do Japão)

Mosteiro de La Cartuja (Nª Srª de las Cuevas) com chaminés e fornos industriais quando parcialmente transformado em fábrica de cerâmica e louça
Entrada do parque de diversões, o que foi aproveitado da Exposição de 1992.

Poderá ser... Calatrava?
Igreja da Macarena, um tópico religioso de muita devoção para os sevilhanos

O belo Maio dos jacarandás roxos e vibrantes

Do autocarro, um carro, motas e uma caleche turística...
Chegando à praça perto da Catedral

Monday, 17 July 2017

Voltar a Sevilha - 1

Dá-se o caso, ou melhor, tem-se dado o caso...
de apreciar agora (a palhaçada) dos circuitos turísticos, pernas e tempo não deixam margem para grandes caminhadas e, cada vez mais, há urgência em apanhar o ar das cidades, no geral. Escolhendo depois o que em particular chama o espírito.
E como são por 24h, costuma-se ir pela manhã, entrar/sair e, no dia seguinte, ainda aproveitar para ir mais longe e ficar no que de mais interessante há para ver.
Em Roma, foi perfeito.
Em Londres... ah, não é preciso! sei sempre onde estou, tenho o mapa na cabeça há mais de 40 anos... (e se for parar ao outro lado da cidade até me apercebo como e que tenho de fazer o caminho de volta) e andar de autocarro normal é um gosto.
Por piada, lembro-me que em Paris, duma vez, um autocarro foi até ao terminal e nós com ele, o motorista saiu, comeu uma sandes, fumou um cigarro... e entrou, nós seguindo-o como cachorrinhos educados!
Eis pois, o caminho para a paragem mais perto da "ronda de Sevilha" e a volta imensa que se andou, hop-on/hop-off, pois claro! que é assim que nos colonizamos, sem advertência nem mandato.
A esplanada à beira-rio, com o vapor refrescante
Torre del Oro


De ter a certeza e ver a imagem nítida: uma vez que aqui se chegou, anos 90, estava tanto calor que o que se levava para a viagem se estragou, os iogurtes ficaram líquidos e quentes: entrou-se logo e no primeiro McDonald's que encontrámos! Precisamente parámos aqui, na entrada do Teatro Lope de Vega






Na volta da autocarro, passando por pavilhões que fizeram parte da Expo 92. Foram posteriormente recuperados, assim como um parque de diversões, a "Isla Magica" pelo qual passaremos sem entrar.