Saturday, 19 October 2019

Herdade da Barrosinha 2014

Já me é impossível (re)pôr ordem nestas coisas que se vão soltando!!!
Comecei este lugar em 2008... com as viagens e temas e impressões que me iam surgindo nelas, e delas. As camélias, as pinturas, as pedras, os museus, as terras e cidades, os jardins, as férias e as descobertas.
Agora perdi-me: primeiro porque não tirava todas as fotografias que devia tirar, aos pormenores, de que sinto a falta. Segundo porque uma simples menção de lugar, num livro, na televisão, numa conversa, me desperta a imagem dele. E muitas vezes não sei para onde sou levada!
Neste caso, na viagem desta época de férias, avistando a Herdade da Barrosinha.
Aqui me leva a memória, alada, em recuado 2014.
(será ainda em 2015. Em 2016.)



A Taberna, bem ao gosto de parar e tomar um copo! 

 A cozinha, vasto espaço e refeitório, para os trabalhadores que ali viviam

O fogão atraiu-me, maciço, de ferro e cores!
Os interiores




Wednesday, 16 October 2019

A viagem na volta

Estas são as distâncias que cada vez mais me custa percorrer num só dia, mesmo que com calma, mas entre mil camiões, motas, gente com pressa.
Atenta ao deserto da paisagem, à terra seca, ao longínquo. A lembrar que se vem pelo mapa adiante, atravessando rios e ribeiros, pensando nos anos atrás em alguns sítios conhecidos de "antes", pessoas com quem nunca (mais)me cruzarei, lugares que não serão visitados.
Apenas relances.
Manhã, tão bonita manhã...

Deixando os montes e montinhos do interior algarvio, tão rico em surpresas


Toda a gravidade da terra sem água


Não são nada como fotografias de um espectáculo, são sulcos, palhas e árvores plasmadas na paisagem, correndo ao lado

Aljustrel, um lugar que é simpático
A despedida com sopa de cação, o Alentejo na sua simplicidade







Perto de Alcácer, o Sado e os seus contornos, a Estalagem da Barrosinha, um lugar improvável de que se ficou fã incondicional. Uma herdade do antigamente, para a caça e pesca dos senhores de então, adega, serralharia, sei lá que mais, em tantos edifícios e casas, de trabalhadores seriam. Quartos enormes, sossegados, mármores e azulejos. Coisa simples, antiquada, há uns tempos atrás, anos contados pelos dedos de uma mão: num espaço enorme que se percorreu até à beira-rio.
Chama-se agora Hotel Rural, tem 4****, spa, piscina e golfe


E o tornar a casa, atravessando o último rio

Como penso e como gosto da cidade? ...Olhando e vivendo, com reservas...


Monday, 14 October 2019

Do vinho e da vinha

Aproveitando a boleia à ideia do Mosteiro da Cartuxa e o se fez a seguir, o que lembrei,  da Fundação Eugénio de Almeida.
A história da Fundação é interessante, será controversa (com o 25 de Abril e a quebra das regras do latifúndio no Alentejo) mas em qualquer lado se verá ou lerá pormenores desse período. Estamos no agora e é uma sensação que procuro fruir no lugar onde estou.
Senti, em Évora, uma presença actuante, dedicada à cultura e às artes, que muito me agradou. Um dos lugares que sempre se visita, en passant, são as vinhas e as coisas do vinho. São geralmente sítios especiais, pela localização, pelas paisagens, pelo cuidado em pormenores a até, em alguns lugares, pela ligação às artes.
(lembrei um dia maravilhoso há anos, de passeio na Herdade do Esporão! e tudo, também a exposição de rótulos de garrafas pintados pelos mais proeminentes mestres da pintura portuguesa)




Um belo interior


e um vinho muito conceituado que "conheço de nome", o Pêra Manca: de vários anos de colheitas, garrafas que chegam a custar entre € 50 a € 300 ou 500???... Na ironia que me habita, vem-me à ideia que são vinhos para privilegiados,
oferecer a doutores,
amenizar favores.
Dizem, diz-se, conta-se, que foi este vinho que Pedro Álvares Cabral levou para presentear os indígenas, ao chegar ao Brasil, em 1500.
Gosto de beber vinho, não sou especialista, basta que goste dele, nem saberia distinguir o vinho pelo preço!


Apontamentos da paisagem, ainda a ver parte do Aqueduto da Água de Prata




 A sair, pelos caminhos das cores

Assim recordei as vinhas e o vinho, partindo do Convento da Cartuxa e das suas raízes de séculos, a ligação à Adega da Fundação Eugénio de Almeida.