Thursday, 28 October 2021

Estremoz VII - Feira semanal

Chegava a estadia ao fim. As tralhas! Mas como sabíamos que havia a feira semanal na cidade, ainda passámos por lá. Bonito de ver, os produtos do campo directamente (quase) de gente que os cultiva e além disso, uma Feira de Antiguidades que muito me surpreendeu, pela qualidade e peças expostas. Andou-se lá bem e a generalidade das pessoas usavam "a máscara" e mantinham distâncias, o que diz bem da exemplar educação sanitária que afinal têm aquelas terras distantes. Também não me pareceu que houvesse estrangeiros-turistas, dos que agora populam aqui na cidade, alegremente, em grupos e sem qualquer protecção.

A madrugada cor de rosa



 

Entrada por uma das portas da cidade

Estava muito calor mas a praça principal, "o Rossio", tinha belas sombras  e alamedas de árvores.




Uma exposição na rua, de carros antigos, que nos transportou a décadas atrás!

De novo, para almoçar, no café tão bonito que notei desde que ali se chegou: sopa de cação que é uma das coisas que adoro comer nos "alentejos".


Um adeus a uma das janelas Arte Nova - qual delas a mais bonita!

Foi uma tempo bom, de passear, de descansar e mover os olhos do coração e mudar as vibrações da mente, de viver mais próximo dos amores de longe. Pela frente, horas de calor e horas de viagem.


Estremoz VI - Vinhos e Adega

 A manhã andava plácida como a mãe e o filho pequeno a subir o monte.

Assim se aproveitou ela, a manhã. Que de tarde fizemos uma visita a uma adega-amiga, quer dizer, há anos que conhecemos e sabemos o nome do produtor de vinhos que nos convidou, que agora tem uma "verdadeira" adega industrial. Fizemos o ciclo completo pois já tinha sido feita parte da vindima. Além  da maquinaria, armazéns, rótulos de garrafas, o que me atrai mesmo são os tons que fui fotografando.




Homenagem do produtor de vinhos Tiago C. aos nomes das mulheres da sua vida: Emes, "M".

Tendo recebido e lido há tempos o livro da minha amiga Licínia Q., aqui lembrei "A Mala de Porão" que tantas voltas deu, ou deve ter dado.






Por entre folhas e folhos andámos.


Tuesday, 26 October 2021

Estremoz V - Museu Berardo

Ficam aqui todos os outros "quadros" de azulejos que se foi vendo, de alguns notando os pormenores. E depois encontrando alguma explicação no folheto do museu: que diz na capa  "Culture for Life". 

Não poderia estar mais de acordo, por todas colecções que tenho visto, desde as Caves Aliança, à Quinta da Bacalhôa, à dos Loridos e, claro, ao CCB. E tanto mais que recentemente tinha decidido visitar o Museu de Arte Nova, em Alcântara, na próxima passagem por Lisboa.  Diria, se pudesse, ao Comendador José Berardo, de que tanto se enfeita negativa e acintosamente a imprensa portuguesa - de faca a alguidar - que tenho orgulho em que ele e a sua organização existam. Que permita que se veja publicamente o que coleccionou, comprou ou trocou. A fortuna com nome e à vista que as há imensas escondidas ou camufladas.



 

De um realismo e movimento fantásticos esta cena de caça



 











 

Neste canto esquerdo está "a macacaria", cenas profanas e satíricas, primeira metade do séc. XVII, representadas por macacos em acções várias, excêntricos e de belo colorido. Uma tela que parece actual!

 

Aqui estão dois magníficos painéis do séc. XVIII, "Formosa como a Lua" e "Eleita como o Sol"



Um espaço primoroso! No piso superior havia uma sala de pinturas de azulejos para crianças, um apontamento interessante. 

O preço do bilhete dava direito a uma bebida à escolha, no pátio aberto e deserto. Vimos os escaparates da colecção de vinhos, comprámos dois ou três dos conhecidos, os profissionais simpáticos. Um sossego.



Da saída, por uma das portas da cidade de Estremoz.