Monday, 8 November 2021

Uma Festa - Um Casamento II

A quinta recuperada para este género de festas e que eles elegeram para a comemoração, ficava do lado do Porto, em Gaia e em frente ao Palácio do Freixo, na beira rio. Era bem espaçosa para tal quantidade de gente. A decoração - que os noivos escolheram com uma estética perfeita - e o serviço foram impecáveis. Gente velha e muito velha, gente assim-assim, crianças e bebés, e muitos amigos de curso deles, o que deu uma grande animação à festa. 

O estranho de tudo isto era ver pessoas, que foram de íntima convivência em anos passados, a tentar evitar falar ou sequer cruzar os olhos, ou os caminhos. Uma atmosfera peculiar que passaria despercebida a quem não (os) conhecesse. Toda uma história de gente., de pontas soltas para sempre.

Fora de portas, a paisagem era deslumbrante


 

O Palácio do Freixo, séc. XVIII, que estava ainda em recuperação, é agora uma pousada de luxo. Ao lado, uma antiga fábrica de moagem que também pertence actualmente ao hotel. E toda aquela zona sofreu uma edificação espantosa em uma década e pouco.









 
 
Um dia de excepção à beira rio! Se não fosse esta festa de casamento nem (re)conheceria este sítio...
 

 

Uma Festa - Um Casamento

O nosso jovem vizinho e amigo casou-se. Um casamento oficial e uma grande festa de "famílias", várias, de um lado e de outro. 

Um acaso, daqueles que tenho "sempre" e em que tropeço tantas vezes, fez com que tivesse encontrado pessoalmente, a avó da noiva, o pai e o tio. Pessoas com quem convivi - e que bem me trataram! - no campismo, tinha eu menos de 10 anos. E, também sem mais nem para quê, tinha encontrado o pai a trabalhar no mesmo edifício onde era o meu escritório, nos anos 80. Todos esses fios que se foram interceptando em intervalos ao longo dos anos, convergiram nesse acontecimento.

Na minha vida não houve muitas festas ou belas comemorações. Tenho sim boas viagens e tantas fundas memórias delas! Enfim, nas últimas décadas, este foi um acontecimento extraordinário e particularmente bonito. Pelas pessoas a quem nos unem laços especiais, pelo lugar e decoração que escolheram os noivos. Recordo-o como uma ocasião de alegria

Aspectos dos interiores e da magnífica decoração, verde, branca, nos pormenores escolhidos pelo casal




A delicadeza dos passos floridos, pois, que são "de amor".

O meu vestido e acessórios
As brincadeiras dos amigos, um tabuleiro que pintaram à mão


De dentro para fora





As luzes do outro lado do rio faziam do longe um cenário bonito




Os marcadores nas cores que escolheram para os convites.


Sunday, 31 October 2021

Palavra Puxa Palavra - Ericeira e Ourém

Voltando à minha revisão do ano 2009!

Sei que já falei, escrevi e fotografei "solta-a-mente", sobre este 2º aniversário do Fotodicionário/Palavra Puxa Palavra e almoço do grupo na Ericeira. Interessante hoje, em 2021, passados 12 anos - ou melhor 13/14 que o PPP começou (eu) algures em 2007 ou 2008! -  rever os encantos da vila da Ericeira, o conjunto das pessoas que lá estavam, o passeio com paragem na casa de uma das amigas. 

"Tudo se transforma". Aqui não me apetece falar em outros assim ou assado, ou por-lhes nomes, canseiras ou desconfortos desiludidos, fico-me pelas generalidades e as fotos ou pensamentos sobre elas. Admiro-me, ou melhor ESPANTO-ME, que o gosto de 30 ou 40 pessoas, os que se juntaram ao grupo nesses primeiros anos, se tenha transformado. Além das ausências fatais de quem se sabe e sente, ou mudanças de lugar, a maior parte "avariou-se"... penso eu.

Mas como acho que tinha passado na Ericeira há milhões de anos atrás, dessas reuniões anuais pude apreciar aspectos que muito me interessaram. Pessoa moi-même e pessoas do Norte que conheço, raramente iam "abaixo" de Coimbra, ou nos anos 80, apenas as viagens para Portimão em 15 dias de férias bem "pesadas"! Adiante.

Em casa dos amigos, um lugar afectuoso e de pessoas de (tanto) bem intelectual e humano




 Apontamentos sobre o caminho azul para o azul da Ericeira






Gostei muito de ver os panos à porta, os riscados e os impressionistas, sobretudo este com flores amarelas







Para a nossa convidada especial, a que faz a ponte, a que reúne sensibilidades ainda agora, cortou-se a parte do nome que deu origem a tudo isto:


Tenho saudades, desse tempo e desse convívio, ou dessa alegria breve. 

Porque não?