Tuesday, 26 July 2022

O ano 2010 IV

Apontamentos dos aniversários-vários, reuniões de família-vária. Tudo isto parece ter-se passado em outra época.




Entre as semanas de idas e vindas, o tempo de ver a beira rio em Belém, e da Arte, no CCB





Título que me parece apropriado para toda esta colecção efémera mas tão demonstrativa: passam os anos, as sensibilidades, desvirtuam-se os conceitos


 

Só a multidão anónima, a base da sociedade, tem sempre a mesma face da pobreza e desamparo constantes: Júlio Pomar (1926-2018), litografia de 1951, ele que tanto sabia e nos mostrou.


 
Espelhos. E quantas vezes, o distorcido, do pensar e do actuar. Porque será também uma característica da humanidade e do ser humano, mudar, garatujar o discurso, vendar um dos olhos e apenas ver o que (se) convém.


Representação do anonimato do dinheiro que -  ainda mais se percebe agora - circula pelos seus canais subterrâneos ou aéreos, mas sem rosto.

Longas são as viagens de quem foge, de quem precisa mudar a vida


Conforta-me, depois de ver a exposição que tanto nos interpela, sentir novamente a natureza.


Sunday, 24 July 2022

O ano 2010 III

Eram 6 e pouco da manhã e eu estava acordada, o sol espreitando através da (minha) árvore desaparecida. 

Neste xadrez, passeando - como de costume, levando gente a ver lugares que estimamos... - pela Praia da Amorosa. O xadrez é um jogo que tem milhões, biliões, de movimentos e soluções.
Por esta fotografia que aconteceu - e gosto dela - "sinto" alguma dissonância, algo que é figurado pela imprecisão da imagem
Tal como observando (pessoas) o carrossel desta vida (tentando ficar de fora)
Por acaso, ao ver algumas das fotografias antigas, parece-me sentir a disposição e o pensamento desses momentos. Curioso, tanto tempo passado e é como se visse o álbum de outra pessoa e ela, outra pessoa, me informasse, por telepatia ou sincronização do olhar, de um estado de alma nessa época. Já não é a primeira vez que me encaro assim, como (me) estranhando.

Apontamentos da praia e do jantar.





Tão poucas vezes na vida (me entendem), a dádiva, a ingenuidade, o apreço, a cor, o modo, a necessidade, a carência que é, puramente, a falta.

 

 

O ano 2010 II

Depois do dia 22.6 o que aconteceu em cascata durante semanas! A família dos States, a estadia deles no Algarve e Lisboa e depois a chegada aqui, um pedido de casamento com anel de brilho, a noite de S. João, jantares e passeios, aniversários... Comemorações alegres e diversas, Algarve, Lisboa, Porto e Douro.

(esquecendo alguns "sentidos" proibidos destes relacionamentos tão complexos...)

Jantares em "convívio" e juntamos toda a família e amigos
Não faltaram as sardinhas, manjericos, balões e grinaldas na noite de S. João. Os que vieram de fora gozaram a noite, nós, os mais velhos, partilhamos depois do jantar a sua boa disposição e deixamo-los entregues à alegre madrugada.


E a roda continuou, com um passeio de todos à Galafura, lugar mítico de que tenho espalhadas tantas e tantas fotografias. Aqui estava tudo muito verde








Volta pela Régua onde também havia uma cascata de S. João.


Saturday, 23 July 2022

O ano 2010 I

Revendo as pastas do ano 2010 vejo, agora, como foi um ano intenso! De tudo: família, viagens, encontros, encantos e desencantos. Farei alguns apontamentos, na sequência destas coisassoltas que me servem também para sistematizar os acontecimentos.

A Feira do Livro na Av. dos Aliados e passeio pelos arredores dela. Já não vou lá há imenso tempo e pelo que sei, melhor é para mim, que sou uma saudosa impenitente. A avenida está transformada em hotéis de muitas estrelas e casas de modas de nomes e "confederações" impensáveis. Para mim, irreconhecível. Se isto é o progresso, transformar tudo, arrasar a raiz da beleza em dinheiro e benefícios para alguns, é indecoroso.





E, num dia próximo, se saiu de casa olhando as eternas (até este ano...) belas casas velhas, 40 anos abandonadas sabe-se lá por que diabo! o tempo passado em pousio agora vale milhões... que irão ser transformadas em "prédio" de luxo, com as inevitáveis varandas em vidro transparente.

 

Pela Praça Carlos Alberto se desceram ruas calmas (nessa altura...), só havia um barzito/café (rua onde actualmente é a grande movida da noite e desacatos dos bêbados)


O bar estava decorado com coisas velhas, antigos artefactos a que até acho piada, como por exemplo esta sanita emoldurada, com nome e tudo!

As fachadas Arte Nova e os azulejos


Aqui, a porta e a meia-porta que durante 4 anos cruzei e descruzei: a minha escola primária.

Digo-lhe que me lembro.