Sunday, 15 September 2024

Férias Algarve Set. 2011 - XXV - Saída para Serpa

Chegou o tempo de partir, devagar, para casa. Sei que tenho esta viagem já descrita algures nestas "coisassoltas". Mas não consigo deixar de pensar, outra vez, nela. Serpa é/foi um dos lugares de eleição que se descobriu e a que se voltou e passou e repassou, sempre que possível. Um dia, percorrendo a estrada e tanto ver escrito "Menhires do Lavajo", lá se irá um ano qualquer. Depois, até não haver "depois".

Passagem em Mértola com o Rio Guadiana apenas a brincar como um menino. Também se andará mais tarde dos anos por essa terra, rica de vestígios, paleolíticos, árabes e romanos


Desta vez, procurando o Pulo do Lobo, do lado de Mértola, lembrando aventuras antigas, gente nova, de descida do outro lado. Acho que agora já consta "em roteiros" - quiçá de motards...- e com passadiços. Mas definitivamente o que eu gosto é o caminho menos percorrido.


 
Precisamente abaixo se vê a descida íngreme do outro lado. Esta é também uma grande parte feita a pé mas mais acessível pela estrada de terra batida





Ah... as cores, os amarelos trespassando os rochedos. O salto do rio, a lenda, as pedras, é encantatório o olhar assim, de perto aquela fúria das águas, eternamente.





A subida bem acentuada. Uns metros acima o rio esconde-se totalmente, parece que nem existe, as fúrias e as calmas


No caminho da família de perdizes
e lebre

que dizer? Ia-se chegando à "estalagem" por pratas, ouros e vales.



Saturday, 14 September 2024

Férias Algarve Set. 2011 - XXIV

Ainda por lá, gozando o mar e a paisagem, mais um pôr do sol que de cada vez me parece mais belo. Mais solitário era: agora tem centenas de admiradores ruidosos e bares que se desdobram para as ruas. Tempo inolvidável enquanto tiver as fotografias para ver, mais alguns anos.

E presente a limpidez do mar como caminho

A terra é pequenina, apontamentos que irei rever muitas vezes. Das platibandas, rendas da imaginação com mais de um século.





Fico sempre a pensar neste lugar onde nasceu um poeta árabe e a ternura de o fazer perdurar nas paredes. Tudo isto se tem vindo a degradar, nos últimos anos. 

A igreja é chamada de Nª Snrª da Assunção, já lá entrei, uma vez apenas, porque ou está fechada ou tem "festas com gente"; até lá vi um casamento espanhol com muito espavento e falas bem altas



Depois há os olhares da Ria Formosa, repetidos como um verbo "amar" quando se ama muito tempo, muitas vezes






Não sei porque me parecem sempre diferentes!

Já se vão notando as luzinhas de Tavira e da ilha
Dessa vez que aí estivemos, a parte em obras na povoação tinha uns painéis com excertos de poemas. Lá fui lê-los todos, encontrando as palavras soltas de alguns poetas, e dando-lhes sentido com o que eu pensava


E saindo, vendo as mesmas casas e tirando as mesmas fotografias, à chaminé, às rendas sob o caixilho verde

Tivemos o privilégio destas descobertas, amontoadas através de anos passados.

Há dois anos que não vamos lá e passamos ao largo das multidões.

 



Sunday, 8 September 2024

Férias Algarve Set. 2011 - XXIII

A luz já de Outubro no rasar da água mansa.


Foi um dos lugares que numa época frequentámos. Lembro-me de um arroz de ameijôas, o berbigão antigo. Ao jantar e a vista alongando-se

O tempo que ia andando com passos mansos, e ir aos montes, o sempre imprevisto e belo barrocal que nunca cansa. Onde escolho os lugares que, no campo, avistam o mar. Sonhando as pequenas coisas.











É sempre tarde para os sonhos que (foram) se tornaram antigos.

Se amo o Maio e o despertar das terras, adoro o Setembro e o casulo das horas lânguidas.