Thursday, 7 November 2013

Do regresso

Passando em Lisboa por afectos,
gloriosa capital que parlamenta com alguns mas manda em todos, com os seus ministérios e congressos variados, a sua gente de trabalho atravessando o largo rio.




E quem são? Estes milhares de passeantes que ali pousam, que sabem eles da linguagem e solidão do interior? Que sociedade os leva e traz entre os portos, a comprar, a dançar e a comer: que afanosa superficialidade? Que benefício, cultura e saber nos acrescentam?


Deixo Lisboa e o lugar estelar.




Volto para ver o único pôr do sol possível, uma reflexão de vidro longe e um quadrado tingido, entre prédios.
Se um dia, a asa...

Wednesday, 6 November 2013

Como folhear um livro...I

Há muito tempo que tenho o hábito de pousar o meu olhar-de-coração em qualquer lado.
Permanece (e volta, se pode), ao sentir-se confortável. Poucas vezes acontece com pessoas (voltar em conforto) mas muitas vezes me acontece "com sítios".
Fazendo eu parte de um côro de vozes/sentires uníssonos.
Estas são fotografias da era não-digital, com mais de uma década.


























Sítios de passagem e sítios que nos prendem.
Como gente.

Como folhear um livro e completá-lo: ah... ali!

Volto atrás, aos anos de menos cansaço e igual enamoramento.
Entre Serpa e Pias, há três ribeirinhas. Nunca consigo parar em nenhuma delas mas este ano fixei-lhes os nomes:
Enxoé, Amendoínha e Morgadinha.
Parecem poemas de um outro tempo.














Serpa era já um reparar e um gostar.

E Moura, ruas ao fim













da tarde.
Para apreciar o deitar da luz, oblíqua no horizonte, carinhosa como uma colcha de berço, me parece.