Saturday, 21 August 2021

Pateira de Fermentelos

Andando pelos arquivos de apenas uma década e tal, apercebo-me que muito se passeou, acima e abaixo, aos acasos... Ainda BEM!!!  São das poucas coisas de que não me arrependo e não mudaria na minha vida: as viagens. Ou "mudaria", acrescentando-as!

Lembro-me que esta foi uma escolha fora do normal, acho que se encontrou uma promoção "leve dois, pague um", e não se conhecia a zona da Pateira de Fermentelos. No antigamente, passava-se por Águeda ao fazer Porto/Lisboa e nunca mais se lá parou ou passou. Aquela parte entre o Rio Vouga e Serra do Caramulo é muito verde e apelativa.

Uma grande lagoa natural, antes da confluência do rio Cértima com o Águeda, é uma zona húmida classificada, de grande interesse ecológico. Foi um gosto ficar e andar por lá. Uns poucos dias cheios de beleza e paisagens translúcidas.

O anil entrando pelos olhos em sossego
O ensopado de enguias, tão saboroso


Os recantos dos corredores, lembrando "Tempus Fugit"

Uma piscina de calma virada ao sol


E eu, que gosto pouco destas manifestações de "folclore", gostei muito deste rancho de gente, crescidos e miúdos, que estavam vestidos de roupas coloridas a preceito, dos pescadores e das varinas, da canastra que me lembrou outros tempos em que eu própria brincava às vareiras...


Tuesday, 17 August 2021

Vigo, de novo e de sempre

Em casa, vejo o pôr do sol pelos reflexos. Os prédios do lado de lá e os de longe. Reparo nas janelas algures, que são Nascente-Poente. Pelo meio, apareceu um "bunker" que é mais um supermercado espanhol de compras; onde, por acaso ou não, nunca entrei. A árvore já não existe há muito, há umas ainda raquíticas provavelmente destinadas aos meus sucessores. A casa do lado está decaída e de-caída há mais de 40 anos, alguém ganha dinheiro, tendo tempo e oportunidade para isso, com ruínas... E depois, vemos e ouvimos e lemos, os bancos a ganir.

Mas isto sou eu, com as minhascoisassoltas, enredada em tudo o que sei, e fui sabendo, para trás. A experiência não me serve literalmente para nada.


Agarrar as cordas para não perder o rumo é muito intenso e esforçado. Procurei, na área de serviço respectiva, notícia deste conjunto que acho muito bem conseguido; não encontrei.


Entrada na cidade, com cavalos à solta

e logo os recortes que mais gosto: as ilhas

E ficar até à quase noite, na deserção das almas e dos corpos,

Esta Méson já era conhecida, o polvo à galega e etc. Reencontro confortável.



Monday, 16 August 2021

Centro - Outro mar XIV

O dia da partida, uma semana com cada hora vivida. E, agora aqui, vívida!

Ainda a manhã, o mar e as suas mutações. Também mudamos...



 

Gosto destes hotéis com espaço e aspecto dos anos 60/70. Sem luxo, com ar de conforto. Ah... e as flores ou plantas em vasos, eram naturais. O que (me) demonstra alguma preocupação e cuidado pelo bem-estar das pessoas e das coisas.



E sai-se em direcção à Praia da Adraga, num outro recorte







Eu com o mar tenho 

"uma espécie de idílio"


Um barzinho ideal...
E já a caminho,
um "adeus" ao Cabo Raso e o lenço de nuvem ligeira

Que fica sempre tanto por ver... resta o desejo de voltar.


Centro - Outro mar XIII

Pelo caminho, todos os vales e curvas. 

Casas entre árvores e muros. Acaso saberão apreciar/gostar do que à frente vêem?


 

Lisboa e as suas colinas, o aniversário do patriarca e a família junta
 



A imaginação é ampla, lembrados os nomes e os tangos que recordo das festas dos jovens nos anos 50; e a comida boa!




Acho que não "quereria" uma casa pintada deste tom rosa-choque mas achei piada a esta, mai-los corações

Tantas vezes um bocado de coração fica pendurado com as pessoas...