Sunday, 21 November 2021

Sobral e arredores 1

E vai-se andar por aqui à volta, vendo e revendo.

Da cariciosa noite profunda no alojamento:

No dia seguinte foi-se para Castro Marim, visitar monumentos e ver as vistas. O castelo medieval de Castro Marim, de que se há-de visitar o interior mais tarde. Tanta história naqueles lugares: o rio Guadiana era entrada para comércio de Fenícios, Gregos, Cartagineses... e por aí adiante. 




Na colina do Revelim de Stº António, um pequeno forte mandado construir por D. João IV no cerro da Rocha do Zambujal, para controlar a passagem no rio e que se ligava ao antigo castelo. Foi recuperado esse espaço precisamente em 2008/9, com a capela, o moinho e um jardim andaluz. Um lugar muito bonito, em especial por permitir uma vista abrangente da paisagem extraordinária daquela região.







Ficam "as vistas" para outra dose. A verdade é que se tiraram fotografias com várias máquinas e muitos aspectos diferentes. A mim me parecem: a inclinação da luz, a terra e a água vislumbradas, as cores, o horizonte.


Saturday, 20 November 2021

Sobral e arredores

Os aspectos do primeiro dia no alojamento. O que tinha de melhor: dali só se podia ir mais longe e à frente por terrenos bravios e despojados. E o céu, à noite. Para mim, um gosto.




 

Um "pecado" tão saboroso: a preguiça!
 



E a curiosidade pelo "complexo" de que tínhamos ouvido falar, acho que até telefonei para uma das casas mas queriam pagamento adelantado! Como sempre - ERA SETEMBRO! - as elegantes vivendas não tinham viva alma. 


Apenas o ton-sur-ton dos gatitos...

Acontece ter lido há tempos a notícia de um novo empreendimento, ali adiante. Do que conheci depois, o terreno já em fase de lançamento, é dos poucos lugares livres entre terra e mar, por ali. Um atentado de betão armado, embora assegurem que vai ser ecológico, eficiente, vai ter verdes mais verdes e respeitam o ambiente. 

'Bora para o mar e a minha mania das ondas... O nome da praia é, pelos menos, "verde"...




O momento glorioso das águas!





E, de volta, temos o cabreiro que irei ver anos seguidos por aqueles caminhos
Espreitando os meandros do sapal, ao fim do dia (coisa que irei fazer sempre e dezenas de vezes, ano após ano!)




Finalmente, a noite e uma passagem por Vila Real de Santo António


Este post tem gato(s)! E o Marquês de Pombal, na beira rio, não dizendo qual o escultor que o fez! Reconheço as formas, irei ver...

Post scriptum: bem me parecia: João Cutileiro (1937-2021). A estátua foi ali inaugurada em 2009... compreende-se que não tivessem tempo para lhe pôr a placa identificativa! Portugal é por vezes uma madrasta má para os seus filhos.


Thursday, 18 November 2021

Alpiarça

Segue-se para Alpiarça onde se desejava ver a Casa dos Patudos, do icónico republicano e mestre da fotografia José Relvas (1858-1929).

Atravessando o Tejo, lá onde ele se espreguiça em ilhotas de areia
Da casa-museu apenas se viu o exterior: por aqueles motivos imponderáveis (já aconteceu em vários sítios a senhora que "toma conta" ter saído, ou estar de folga nesse dia, ou... ou...), não se conseguiu visitar. Tinha muita curiosidade de ver a (re)construção famosa (arquitecto Raul Lino), a colecção preciosa de pintura, escultura e azulejos e, muito particularmente, admirar o seu notável estúdio de fotografia, com uma arquitectura específica para acolher a a sua paixão: fotografar, revelar, expôr.
Enfim, almoça-se num dos restaurantes do Ribatejo, uma carne deliciosa (li ultimamente algures num folheto duma marca conhecida "da praça" que alguns animais são criados "em paz",  "em liberdade" ou "sem stress", o que deve ter sido o caso... nanja nós que vivemos no meio de tudo isso!) e segue-se atravessando o Sado, com os seus amarelos prazeirosos
Muitas vezes não deito as fotografias fora, ou as apago, mesmo desfocadas: há ocasiões em que o desfoque me fica agradável aos olhos, noutras serve-me de guia para as horas e os percursos. Como este passar de rios. Em movimento, logo se percebe o além, as planícies que se prezam de o ser.

Per ali torcendo para a ponta mais oriental, o irresistível Sapal de Castro Marim.

Tinha-se telefonado, mandado mail? sei lá agora! Algumas voltas se deram para encontrar uma indicação, um monte perdido entre braços de água dispersos, pedras, mato e elevações do sapal. Uns dias de sossego (poucos, que apareceu um grupo numeroso, irrequieto e falador, logo a seguir) e andar pelas redondezas