Tuesday, 13 September 2022

Férias Monfortinho XVI - Cáceres

Seguindo de Alcântara, resolvidos a passear por Cáceres! Como ao escrever, vou procurando referências - e nem sei se me repito... - é um "grande trabalho" de pesquisa e escolha, mapas, percursos e horas incluídos. Aliás, a Cáceres já se tinha ido em 2005. Apenas desta vez, além de várias obras e escavações na parte histórica da  Plaza Mayor, havia uma Feira de Produtos Ecológicos, o que transformou o parque público arborizado Paseo de Cánovas numa festa animada e bonita. E os segundos-olhares-felizes têm mais acuidade.

A cidade é conhecida como Cidade Monumental da Estremadura por ter um núcleo habitado dos mais bem conservados do mundo e, ao centro histórico, é atribuído o título Património da Humanidade pela Unesco. Com uma presença humana que remonta à Pré-história e com o desenvolvimento da ocupação romana no séc. I. a.C., - posteriormente visigodos, árabes e cristãos - Cáceres é um lugar onde a gente se perde a olhar as marcas do passado. Mas claro está que primeiro se deu a volta à feira e às suas bancas e pessoas. Pelo passeio adiante



O que se luta, cá e lá, parece impossível a actualidade deste cartaz, há 12 anos...
Havia tendas e esplanadas para tudo, achei bom poder ver as carnes a assar ali mesmo; à noite, haveríamos de comer por lá
 

Os diversos, acho que se calhar comprei um "jábon"

 

Por acaso nunca tinha visto ao vivo esta planta, que dizem sagrada e cheia de energias positivas, sorte...: aparece nos desertos inóspitos e floresce apenas quando se lhe acrescenta humidade

No muito antigamente e no cansaço, dizia-se "pôr os presuntos de molho"!


Muita exposição de velharias

"O meu amor é pequenino como um grão de arroz"... veio-me à memória a canção. Dizia o cartaz: "o teu nome num grão de arroz numa cápsula de aumento"



As festas, vagamente medievais e com muita música



Do outro lado do passeio, um grupo ataviado. Acho graça a esta diversidade alegre dos espanhóis, já não é a primeira vez que fotografo de longe pessoas anónimas, dirigindo-se para uma comemoração qualquer, muito bem vestidas.

 

Thursday, 8 September 2022

Férias Monfortinho - XV - Alcântara

Depois dos "banhos e relaxes" das Termas... trata-se de ir. 

 A caminho para Alcântara, recupero uma fotografia de 2005

 

Continuando em 2010, já com outras curiosidades interrogadas na cabeça, ir, atravessar e voltar a pé, ver com a demora necessária esta tão elegante obra de engenharia


Construída em honra do Imperador Trajano e deuses de Roma, cerca do ano 106 d.C., pelo arquitecto Caius Julius Lacer. Foi reconstruida várias vezes mas a sua estrutura sempre se manteve, servindo o caminho romano de Cáceres a Conímbriga...

O arco de Trajano a meio e a inscrição romana

A montante, o rio Tejo represado na Barragem de Alcântara

O Templo dedicado ao arquitecto: quase dois mil anos nos separam...

Tanto brilho azul de rio, tão longe os passos dos declives das margens


Tantas vezes se passa pelas coisas, tantas vezes se nota e sente: e vendo de novo aqui este registo de lembranças,

sai o espírito voando sobre as intermináveis filas de automóveis e ruídos desta casa-cidade.


Idanha-a-Velha 2A - Junho 2020

Num intervalo das desgraças anunciadas no início do ano 2020, do Covid, dos medos e máscaras a postos, para podermos estar fora de casa e evitar ajuntamentos, estivemos uns dias de Junho "nas terras de ninguém", Monfortinho. Na fronteira não se passava para Espanha, os guardas vigiavam e apenas deixavam circular os camiões depois de os verificarem. A nós se juntou num fim de semana, a pequena família para a Festa da "Pê", em S. Pedro-de-vir-a-Corça. Com eles fomos de novo, mostrar-lhes o que não conheciam, a Penha Garcia e a Monsanto. Foi quase uma aventura porque, na verdade estava quase tudo fechado para compras ou comidas, e quase não se via ninguém. Nos dias em que estivemos sozinhos, aproveitámos para voltar a sítios que conhecíamos e ver "outros". Mas agora apenas registo as (novas) visões de Idanha-a-Velha, em Junho de 2020. Reparando numa curiosidade: voltámos a Monfortinho de 5 em 5 anos: 2005, 2010, 2015, 2020!





  O recanto com o velho senhor meditando, em 2010
O mesmo lugar vazio, em 2020














As roupas seguem as modas...



Entre símbolos, a permanência das cegonhas

O largo e a amoreira resistente

A vigilância activa... novas famílias?




No finalmente: recupero uma foto de 2005 que procurei afanosamente no passado não-digital, com a ponte romana sobre o Rio Ponsul que tinha a certeza de ter visto e nunca mais notei. Antes de entrar na vila e no meio dos campinhos de couves e outros legumes caseiros.

Desfiar fios.