Tuesday, 8 December 2020

Lisboa XIII - Igreja e Mosteiro de S. Vicente de Fora

Um dia mais, de passeio, em Lisboa.

Resolveu-se ir "fora das antigas muralhas". Entretanto, o caminho com M. foi-se fazendo pelas esquinas e largos da cidade. Pela Feira da Ladra, Campo de Santa Clara, que tanta curiosidade tinha de ver agora e onde estive de passagem há muitos, muitos anos.

Monsaraz conheço, o conde é que não! Os abastados sempre tiveram "outras oportunidades" e títulos.



De que tempos serão estes espantos que nos questionam? Como hoje?

D. Afonso Henriques fez um voto "se tomasse a cidade de Lisboa aos Mouros construiria um mosteiro" fora das muralhas: 1147. Tempos passados e outros interesses, viriam a fazer sobrepor ali algo de mais grandioso. Variada e secular a história de construção, reconstrução, deste conjunto, a bela Igreja e Mosteiro de S. Vicente de Fora. Foi completamente reformado e ampliado pelo primeiro rei da dinastia espanhola em Portugal, Filipe I, que quis dar a grandeza das grandes obras régias espanholas. Donde lhe resulta uma mistura de estilos gótico, barroco e maneirista.



O solene e de sol pleno Pátio das Laranjeiras


Fiquei que tempos a sentir a calma deste terraço interior



São elegantes os ângulos da igreja, que nesse dia luminoso apontavam o azul

Thursday, 3 December 2020

Lisboa XII - Mafra/Ericeira

Éramos uma dúzia?, já fomos dezenas, ficamos uns quantos. Ainda, pela atenção, o conhecimento e, alguns, a amizade que vamos conservando, uns dos outros.

Organizaram um encontro, de beira-mar falado. Reuniram-se algumas em Lisboa, num autocarro em direcção a Mafra e seguimos para a Ericeira. O 2º aniversário do Palavra Puxa Palavra foi aberto e bonito. Fomo-nos conhecendo, ao vivo e a cores, muitas.

Manhã cedo, saindo do ninho de Campo de Ourique

Na camioneta de carreira, além das conversas e risos, as minhas observações de caminho


Chegando a Mafra
Pelas ruas da Ericeira




Os azuis impossíveis, das casas, da beira-mar e do mar, ele mesmo. Um dos meus hotéis de referência, quantas vezes "imaginei" poder lá ficar...

...antes de se chamar "de luxe"...

Percorremos, falando, trocando vidas miúdas, a muralha que levanta a vila e a debruça para a vastidão do horizonte

A piada que teve - estas coisas de brincar dos adultos - quando as sardinhas assadas de um de nós foram parar... ao chão!

E com trocas de muitas conversas se chegou ao Bolo de Anos: lindo de arte e bom de sabor. 

As rosas? ai, isso sou eu que me dá para estas coisas, uma para cada um, um petit rien. Imagino sempre que o que gosto de dar, fazer, agrada a outros. A maior parte das vezes, apenas a minoria se apercebe de um gesto que é pensado e desenhado. Tal como estas rosas que eram da cor do dia.



E por onde andará esta gente? A Cerejinha, a Nannarela e a filha, o Viajante, a ... Se lembro as caras e atitudes, vão-se perdendo os nomes: os "Esquecidos da Ericeira" tal como os doces da montra!

Em Mafra, perto da casa de uma amiga PPP, um largo com pelourinho e a antiga Cadeia. Gosto de Mafra, aprendi à primeira e depois das várias vezes que lá se foi
Algures, junto à casa de M.?

 E a chegada à varanda imensa, onde até o passar dos aviões é bonito!


Saturday, 28 November 2020

Lisboa XI - Gulbenkian

Ah... os jardins! as árvores de que vagamente sei o nome (fui tarde para aprender, eu que tanto gostava de Ciências Naturais, Desenho, Português, História). 

Por vezes, muitas, sinto uma grande nostalgia com o tempo perdido (de emprego) em que estudei em pormenor, em português, francês, inglês, nomes, texturas, fios, máquinas até ao parafuso..., processamentos: estudei mesmo, mais de 30 anos. Em vez de livros, plantas, pedras, artistas, história. O tempo livre era tão pouco! 

Mas aqui estão as azáleas, ao menos


Os juncos











Será por isso mesmo que, nesta idade pueril de voltar ao que fui perdendo, goste tanto e tanto destas coisassoltas que são os ramos da minha árvore primordial.


Do alto da minha torre.