Wednesday, 9 December 2020

Lisboa XIV - Igreja e Mosteiro de S. Vicente de Fora

Uma das maiores e mais belas colecções de azulejos barrocos (séc. XVIII) que ali se podem ver (calcula-se que mais de 100 mil!), obriga-me a sistematizar a visita com a observação deles.

Digamos que começo por D. Afonso Henriques, um dos meus reis preferidos, que esteve na origem  de toda esta construção

A conquista de Lisboa (e eu, que andei a ler "A História do Cerco de Lisboa"...) magnificamente representada, como uma banda desenhada de outros tempos

Com uma expressividade de movimentos absolutamente fascinante

Da liberdade artística, pois que não havia no séc. XII nem a Sé nem a Igreja-Mosteiro. Aliás, nem havia o reino de Portugal nem bandeira dele. Havia um sentimento de nacionalidade, atrevo-me a imaginar.

Passa-se para as muitas cenas de amor, ou de caça, de um romantismo visível



E lá vamos, relendo e relembrando "As Fábulas de La Fontaine", 38 painéis de azulejos e o próprio conto, em texto ao lado da representação. Deliciosa mas bem certeira a simplicidade desse mundo, descrito por Jean de La Fontaine (1621-1695), onde o mau e o bom se explicam e as histórias têm um desfecho moral. Tão populares são que me lembro bem, antes de as ter lido talvez as tivesse ouvido, de "A Raposa e as Uvas", "A Lebre e a Tartaruga", "A Cigarra e a Formiga". Ainda conto e refiro algumas delas, enfeitadas e adaptadas ao tempo moderno. 

Os sentimentos primários da Humanidade são sempre os mesmos, já Esopo (século V a.C, na Grécia antiga) o sabia e descrevia. Lembro-me eu de uns poucos soltos: da inveja, mentira, engano, dissimulação, prepotência, sede de poder.










De volta ao romance e à mitologia




De tanta coisa observada e a observar...


Tuesday, 8 December 2020

Lisboa XIII - Igreja e Mosteiro de S. Vicente de Fora

Um dia mais, de passeio, em Lisboa.

Resolveu-se ir "fora das antigas muralhas". Entretanto, o caminho com M. foi-se fazendo pelas esquinas e largos da cidade. Pela Feira da Ladra, Campo de Santa Clara, que tanta curiosidade tinha de ver agora e onde estive de passagem há muitos, muitos anos.

Monsaraz conheço, o conde é que não! Os abastados sempre tiveram "outras oportunidades" e títulos.



De que tempos serão estes espantos que nos questionam? Como hoje?

D. Afonso Henriques fez um voto "se tomasse a cidade de Lisboa aos Mouros construiria um mosteiro" fora das muralhas: 1147. Tempos passados e outros interesses, viriam a fazer sobrepor ali algo de mais grandioso. Variada e secular a história de construção, reconstrução, deste conjunto, a bela Igreja e Mosteiro de S. Vicente de Fora. Foi completamente reformado e ampliado pelo primeiro rei da dinastia espanhola em Portugal, Filipe I, que quis dar a grandeza das grandes obras régias espanholas. Donde lhe resulta uma mistura de estilos gótico, barroco e maneirista.



O solene e de sol pleno Pátio das Laranjeiras


Fiquei que tempos a sentir a calma deste terraço interior



São elegantes os ângulos da igreja, que nesse dia luminoso apontavam o azul

Thursday, 3 December 2020

Lisboa XII - Mafra/Ericeira

Éramos uma dúzia?, já fomos dezenas, ficamos uns quantos. Ainda, pela atenção, o conhecimento e, alguns, a amizade que vamos conservando, uns dos outros.

Organizaram um encontro, de beira-mar falado. Reuniram-se algumas em Lisboa, num autocarro em direcção a Mafra e seguimos para a Ericeira. O 2º aniversário do Palavra Puxa Palavra foi aberto e bonito. Fomo-nos conhecendo, ao vivo e a cores, muitas.

Manhã cedo, saindo do ninho de Campo de Ourique

Na camioneta de carreira, além das conversas e risos, as minhas observações de caminho


Chegando a Mafra
Pelas ruas da Ericeira




Os azuis impossíveis, das casas, da beira-mar e do mar, ele mesmo. Um dos meus hotéis de referência, quantas vezes "imaginei" poder lá ficar...

...antes de se chamar "de luxe"...

Percorremos, falando, trocando vidas miúdas, a muralha que levanta a vila e a debruça para a vastidão do horizonte

A piada que teve - estas coisas de brincar dos adultos - quando as sardinhas assadas de um de nós foram parar... ao chão!

E com trocas de muitas conversas se chegou ao Bolo de Anos: lindo de arte e bom de sabor. 

As rosas? ai, isso sou eu que me dá para estas coisas, uma para cada um, um petit rien. Imagino sempre que o que gosto de dar, fazer, agrada a outros. A maior parte das vezes, apenas a minoria se apercebe de um gesto que é pensado e desenhado. Tal como estas rosas que eram da cor do dia.



E por onde andará esta gente? A Cerejinha, a Nannarela e a filha, o Viajante, a ... Se lembro as caras e atitudes, vão-se perdendo os nomes: os "Esquecidos da Ericeira" tal como os doces da montra!

Em Mafra, perto da casa de uma amiga PPP, um largo com pelourinho e a antiga Cadeia. Gosto de Mafra, aprendi à primeira e depois das várias vezes que lá se foi
Algures, junto à casa de M.?

 E a chegada à varanda imensa, onde até o passar dos aviões é bonito!