Monday, 13 October 2025

Foz do Arelho/Alcobaça 2012

Aproveitando estar na zona Oeste, partimos para visitar Alcobaça. Foi uma terra onde andamos em tempos recuados, presente a imagem da criança pequena a correr pelos claustros e jardins. 

E nunca mais tínhamos lá ido!

Na passagem pela terra observando alguns dos pormenores manuelinos


 

É que nem sabia de que havia dois rios: o Alcôa e o Baça...


O Mosteiro de Alcobaça é um primeiro exemplo completo do estilo gótico, começado no séc. XII, destinado aos monges da Ordem de Cister. É considerado Património da Humanidade pela Unesco. Por dentro a Igreja é despojada, a ordem de Cister privilegiava a modéstia.




O que já me tinha chamado a atenção há muito tempo: a cozinha dos monges com uma nascente de água a correr!





Maravilhada, vi os pormenores dos túmulos de D. Pedro I e Inês de Castro. A história romântica e sangrenta de amores contrariados. 

(parece que são os mais bonitos ou notáveis...)

 

 

Sunday, 12 October 2025

Foz do Arelho/Peniche 2012

Ainda olhando a bela paisagem na Foz do Arelho, antes de sair para Peniche. As brumas sobre a Lagoa de Óbidos quando preguiçosamente se abre ao mar, na "Aberta" como lhe chamam. Felizmente tenho uma das minhas conhecidas antigas que quase todas as semanas coloca fotografias deste lugar! Vi, de longe e pelo caminho, flamingos mas não deu para os fotografar.


O caminho das flores humildes entre as pequena hastes de videira

E que praia? Sem apontar já não sei...

Lembro-me perfeitamente da primeira vez que fomos a Peniche, com um dos amigos que desapareceu no tempo e no modo (o Rui). Fomos a um tasco comer caldeirada. Portanto, atrás dessa recordação saborosa se foi. Almoço de sopa de peixe e ovas, mais a caldeirada. 

Num painel da cidade está em azulejo a lembrança dos presos políticos no Forte de Peniche. Anos e anos de ditadura e prisões, mortes e sofrimento, fugas e esperanças. Apenas em 2017 foi criado o Museu Nacional da Resistência e Liberdade, 

e, por isso, não o pudemos visitar mas lembrámos vivamente o que sabíamos.

As rendas de bilros na herança da cidade, em estátua bonita. Já calculava o que acontecia mas fui verificar: há registos muito antigos desta arte, os homens na pesca, dias e noites, as mulheres à porta a fazer renda que vendiam e cujo valor juntavam ao parco orçamento familiar.


E o resto do tempo foi a andar pelas ruas e praias diversas...

Lembrança de igreja à entrada de Óbidos onde parámos há muitos anos e que achamos muito original pela sua planta circular. Está agora bem requalificada e chama-se Santuário do Senhor Jesus da Pedra.


E foi tempo de chegar à visão do fim de dia sobre a Foz.


Friday, 10 October 2025

Foz do Arelho em Março 2012

Dei uma volta por outros anos mais recentes, soltos na memória, e vim aqui parar agora. Quando se saía em Março há anos, e era uma festa começar a pensar na Primavera, nos passos tímidos da Natureza e na largura de horizontes. Esse início do ano 2012 foi bem difícil, não sei como conseguimos improvisar uma saída, seria uma fuga: uns dias na Foz do Arelho.

A primeira vez que ouvi falar nas Berlengas eu devia ser muito pequena. Foi o meu pai com os amigos do campismo que lá foram. Do que contou, e eu sempre prestava uma atenção (excessiva) ao que ele dizia, lembro-me de falar na solidão, nas pedras recortadas na paisagem imensa, nos coelhos, nas lagoas azuis entre as grutas, onde se via o fundo do mar. Tudo isso me ficou nas lembranças e nunca lá fui. Mas há uma espécie de magia, e o meu gosto por ilhas, nessa recordação. Fui procurar agora - uma das minhas manias quando (re) passo por estas coisas - e saber ou confirmar

- que são várias ilhas, além da Berlenga grande, os Farilhões e as pequenas ilhas Estelas

- que foi área protegida desde 1465 quando o nosso rei Afonso V ali proibiu a caça

- que é Reserva Natural e Mundial da Biosfera, nomeada pela Unesco, desde 2011 

Eis então a origem do meu encantamento e o tempo que demorei a vê-las, esperando o pôr-do-sol que era mesmo ali! 





Não são iguais, são momentos diferentes, pouco passava das 18.00, demorei meia hora até o sol desaparecer completamente e as vagas formas das ilhas se confundirem com as nuvens. Um sonho.

 


Wednesday, 8 October 2025

Luz interior


Quando preciso de uma pequena luz que me ilumine e conforte o passado, é longe que a encontro.

Fomos a Hampstead Heath de autocarro, pelo caminho mais longo. E atravessámos toda a colina a pé, até encontrar o lugar da estação de metro que conhecemos tão bem há tantos anos.


Um lanche inglês com scones, chá e o resto. Olhando as fotografias lamento não ter tirado mais em Hampstead-lugar, certamente depois de um passeio de horas atravessando o parque, tinham-se acabado "as memórias" das máquinas e tlm... Todas aquelas ruas, lojas, recantos, são alegres e confortáveis de ver e estar.



Para algumas coisas mas também era para isto que eu queria o dinheiro, mesmo com pouca saúde mas "sendo transportada" para os lugares dos meus encantamentos. São valores astronómicos, Londres é assim, desejável e incomportável.

"Pássaro na mão"...
 

Não sei se ainda existem, estas livrarias e papelarias que havia em toda a cidade. Como os "Boots". E era como encontrar amigos pois havia sempre algo que "me chamava", postais, os acessíveis Penguin Books, ainda lia bem inglês. Fui procurar e vi agora que tendo sido uma antiga empresa britânica, foi comprada por uma "cadeia americana". 

Dizem-me que tudo muda, as coisas e pessoas...

Que fosse para melhor; mas cada vez tenho mais dúvidas, ao que vejo e ao que ouço.