Monday, 24 February 2025

Três meses Jan/Fev/Março 2012 - I

De seguida, e porque nem aqui posso exprimir o que sinto, ou nem sei, ou nem vale a pena..., alguns apontamentos desses tantos dias de sobressalto. Das voltas que se deram, dos lugares funestos, a maior das fotografias estão guardadas à parte. 

Este foi um dos múltiplos lares de idosos onde se foi: não tirei fotografias mas recolhi sentimentos. E odores e desapego e compaixão e revolta. Não posso exprimir, sem o medo que me tomou, as ideias com que fiquei dos lugares "religiosos" ou "nem tanto", dos sítios medonhos onde esta sociedade encaixa os idosos e os doentes. Dos económicos e dos caros, todos sem vagas próximas. Desocupam-se quando morre alguém, não é?  

Custa-me muito pensar nisto.

Este, por exemplo, é de uma associação que se preocupa com os marxismos... em vez da decência e limpeza dos instalados.

Restou-me ir espreitando os fins de dia, aqui e ali. Tudo se inclinava para um infinito vegetal, quando a terra e a escuridão são os caminhos prováveis de um fim de vidas.


Vou ter que mudar de assunto.


Tuesday, 14 January 2025

Três meses Jan/Fev/Março 2012

Desse tempo de 3 meses, como ainda hoje é sentida a mágoa e a ausência, as mil e uma voltas que tiveram que se dar. 

Em Janeiro, dia 15 e em Lisboa, ainda fomos ao CCB, mais uma exposição. 

 

Sobre notícias e a propaganda contra a II Guerra Mundial. Alguns cartazes que achei interessantes. O jornal inglês Evening Standard tem a data de 10 de Maio 1940. A Polónia tinha sido invadida pelas forças nazis em 1 de Setembro de 1939 e ninguém percebeu que era o início de um massacre. Só mesmo a população polaca.

 

Acho que alguma desta propaganda poderia ser agora recuperada: os movimentos de direita extremados de muitos países, nomeadamente na Europa, têm outras designações actualmente, Af  não sei quê, liberais e pelo povo que cheguem, e cá no nosso país até os elegeram na democracia enviesada.


Alguns deles são dos Estados Unidos da América, cuja intervenção demorou mas foi decisiva para a derrota dos nazis









De tantos filmes, documentários e reconstituições, nada diz "tudo" sobre a tragédia: a destruição, os milhões de mortos, perseguidos, desalojados... A guerra é terrível. Aqui havia um inimigo comum, hoje a plenitude e a força dos poderes que se entrecruzam no mundo é imensa e sem fim à vista.

No jardim, pelo fim de tarde se respirou


Monday, 16 December 2024

Janeiro 2012 em Lisboa

O hotel era agradável e de cada vez que andava por lá descobria mais motivos de interesse, colecções de coisas antigas,



além do jardim e das vistas da Basílica da Estrela. Era, portanto, um lugar desafogado.

Museu Nacional de Arte Antiga, um museu precioso (já lá tinha andado, quando? Lembro-me bem dos "Painéis de S. Vicente", "As tentações de Santo Antão" e outros tesouros na penumbra), onde o jardim e a vista aclaram o olhar. Desta vez, com companhia amiga e passeio, mas "evitando" a exposição "Cuerpos de dolor".

 

As traseiras do edifício,  ajardinadas, com estátuas, árvores e plantas, um primor para andar e divagar



Nos diversos planos do terraço, ficam bem as colunas leves, em ferro, e ao longe o arco da Ponte 25 de Abril

O "vento" do Tejo à vista


A seguir ao passeio, foi-se ao "brunch", no "Kaffee Haus", um lugar que recordo bem por ter a decoração e as comidas de Viena; sempre que vou a Lisboa me apetece lá ir...



Parei nesta parede, com pratos e inscrições curiosas, como um enorme puzzle, em que as frases escritas nos fazem sorrir, por exemplo:

- baba de camelo ignorado, bolo de farpas merecidas, pudim de podia ser pior, broas de mel à não vaciles.

Eu que não aprecio muito instalações, achei graça a esta decoração de passagem, numa parede qualquer.

 Entretanto, de coisas esquisitas falando, tínhamos provado sopa Pho, vietnamita mas feita em casa...

Tempos e temperos familiares, bons.

 


Sunday, 15 December 2024

O ano de 2012

Um ano de falhas e faltas, sobressaltos, há 12 anos, apenas. Tenho tudo tão presente que a tristeza invade os eventuais risos e encontros desses primeiros meses. Reparo, agora, que até "o'Reis" murchou mais tarde, no tempo das perturbações!

Todavia, as crianças são imunes, nós salvámo-las dos desgostos, e fazem sorrir, com os seus pézinhos de Esperança! Esta foi a comemoração de Reis em 2012.

Janeiro é mês de aniversários: há muitos anos, eu corria amparando a barriga; e ia comer uma pizza ao almoço, com amigas do escritório. À noite, havia mais um ser pequenino num mundo de gente crescida. E as primeiras férias foram de três:

Por isso, passados anos, fazemos de Janeiro um tempo de "junção". Dessa vez, ofereceram-nos uns dias num hotel de Lisboa. E acontece! agora ao ir situar melhor o lugar leio "encerrado permanentemente"... Sinto-me abananada com mudanças que encontro por acaso. Enfim, era lindo e perto do sítio onde fomos anos seguidos. Caminhos de Lisboa e esquinas que me encantam:

 

Penso que o hotel, na altura, funcionava como Escola de Hotelaria; daí as tantas referências escolares, uma decoração invulgar. Um lugar muito bonito, situado num antigo palacete, e jardim


A noite foi de convívio com o aniversariante. Num restaurante também fora do comum: que vejo (agora) tem "chefe" e nome composto para turista. Aliás, vi em fotos diurnas que tem uma vista soberba (e preços) do terraço. Achei graça à apresentação em marmitas e às inúmeras referências de antigos artigos de farmácia ou medicina.


 


A graça de cartazes antigos...

Muitos apetrechos usados e guardados, aqui só um armário deles, que não tive tempo para "apontar" tudo...

Entretanto, na varanda virada ao sol, um assomo de luz: